A partir do dia 18 de fevereiro, em parceria com a também jornalista e escritora (e idealizadora do projeto), Maria Rachel Oliveira, estarei oferecendo uma Oficina de Escrita Criativa – Crônica e Texto Livre, com o objetivo de colocar as emoções e as ideias pra fora. Nesse módulo, cada exercício foi pensado visando despertar o lado direito do cérebro para novas possibilidades.
Como as aulas e as tarefas serão realizadas virtualmente, qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo pode participar.
Para quem sente aquela vontade de escrever, mas se sente intimidado com as palavras e não sabe por onde começar, nós podemos ajudar com exercícios, dicas e orientações literárias.
Amigos e leitores paulistanos (e não paulistanos que estejam em São Paulo) no dia 16 de Setembro (próximo domingo), estarei na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), das 14h às 18h para lançar a minha primeira publicação em livro, junto com os demais autores do tão sonhado “História Íntima da Leitura”.
Façam o favor de darem o ar de suas graças por lá, sim?!?
Para quem quiser adquirir o livro e/ou saber mais detalhes sobre o projeto, é só entrar no site da Editora Vagamundo. Além do livro, foi produzido um documentário com os autores da coletânea, óh só que bacana:
E aqui o meu depoimento, ainda sem edição e filmado de baixo pra cima (isso não se faz com a coleguinha, enfraquece a classe de escritores-com-alguma-vaidade, mas tudo bem…). Não foi só por isso eu resisti tanto em divulgá-lo, foi principalmente por conta do vídeo ainda não ter sido editado e estar enoooooorme! 33 minutos de Roberta Simoni falando sem parar é só pra quem ama “di cum força”, por isso, não se incomodem em pular essa parte. Mas incomodem-se profundamente em não aparecerem no dia do lançamento, porque vai ser lindo, lindo!!!
Percebi que minhas mãos suavam enquanto eu imaginava o que poderia dizer quando estivesse a menos de um metro dele. Mas a fila estava enorme, dava voltas na livraria. E eu, logo eu, que tenho verdadeiro pavor de filas, fiquei ali, esperando resignada.
É bem verdade que grande parte dos escritores que admiro já morreu há um tempo considerável, logo, estar diante de um em plena forma literária é um privilégio. O autor português, Valter Hugo Mãe, esteve lançando seu novo livro no Rio essa semana. Eu, tiete que sou, fui ao lançamento, comprei o livro, levei outro mais antigo, enfrentei a fila quilométrica e esperei minha vez de ganhar meu autógrafo.
Quando finalmente minha vez chegou, entreguei os livros a ele e me vi paralisada, sem ação, até me escutar dizendo a frase mais criativa e original do mundo: “sou sua fã”. Aposto que ele nunca ouviu isso de ninguém. Sou um gênio, só que ao contrário. Pedi para tirar uma foto, agradeci a atenção dispensada e tomei de volta meus livros agora autografados. Pena as dedicatórias serem quase ilegíveis. Desconfio que além de escritor, o Mãe seja médico.
Saí da livraria me sentindo a criatura mais boba do universo mas, nem por isso, envergonhada. “Ah tá… então é assim que se sentem os fãs diante dos artistas da novela” – pensei. Sempre que saio à rua com algum amigo não-anônimo e vejo ele sendo abordado por algum fã, fico tentando entender como é isso de ficar emocionado diante de alguém que só se conhece “de vista” pela televisão ou internet. Agora eu sei. No meu caso, foi através de livros, mas a sensação, acredito, é a mesma.
Na mesma semana que descobri como é essa coisa toda de ser fã, tamanha foi a minha surpresa ao descobrir que tenho uma “leitora-fã” e acabei, sem querer, experimentando como é a sensação de estar do lado de lá também. Se é que posso chamá-la assim, né Marynha Dantas? Acho que classificar como fã acaba distanciando o admirador do admirado.
Recebi um monte de presentes lindos e mais do que especiais que a Maryinha me mandou pelo correio, diretamente de Sergipe. Tive a sensação dela ter enviado tudo que estava ao seu alcance para me fazer sentir querida e isso, de todos os presentes, foi o que mais me comoveu e emocionou.
Dentro da caixa de sedex, vários livros (alguns autografados pelos autores), produtos de beleza (minha boca, inclusive, nesse exato momento, está mutíssimo agradecida pelo hidratante labial), doces nordestinos de-li-ci-o-sos, uma toalha lindíssima, com meu nome e minha foto bordados com o maior capricho do mundo, lembrancinhas para o meu pai e minha mãe (que ficaram também muito agradecidos), e o presente mais caro de todos: um livro montado à mão, especialmente para mim. Nas primeiras páginas da edição exclusiva, o seguinte aviso:
“Atenção: todos os textos e fotos foram retirados do blog Janela de Cima, da escritora Roberta Simoni. Este trabalho manual e arcaico não pode ser copiado (pois você desiste pelo trabalho que dá). Não tente desgrudar as folhas e ver o que há por trás, pois um livro foi dilacerado para em cima das belas folhas coloridas se fazer este trabalho, o qual se chama ‘O dia que se perdeu a tesoura e tudo foi cortado a dedos’. É só para ‘remember’ e ratificar que há uma galera considerável esperando um livro (nem que seja de bolso, em papel reciclado) desta escritora, jornalista e viajante do e no tempo, ainda não tão famosa a nível global, mas querida por todos que amam o que é escrito com sensibilidade e talento. Aguardamos.” (Marynha Dantas)
Agora, me digam, quando eu poderia imaginar que enquanto eu estava aqui, levando minha vidinha insana e distraída, havia alguém lá no Nordeste do país preparando uma surpresa tão linda assim pra mim?
Isso de admirar e ser admirado por quem a gente nunca olhou nos olhos é uma coisa mágica. Obrigada, Marynha, por me provocar a sensação de estar no caminho certo numa semana onde a estrada me pareceu tão sinuosa, escura e perigosa, me fazendo pensar, diversas vezes, em voltar e procurar outro caminho menos arriscado.
O fofo do WordPress me mandou as estatísticas resumidas das visitas no blog em 2011 de presente. Adorei. Me senti na obrigação de dividir com vocês, responsáveis por mais de 59 mil espiadas (59.453, eu fui verificar!) na minha janela ao longo do ano passado!
Aos leitores e aos curiosos, meu muito obrigada e… debrucem-se sempre!
Aqui está um resumo:
A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 59.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 20 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.
Trata-se do conto “Jogo do Surpreende” que escrevi para o concurso literário “Eu Amo Escrever”. É só ir até lá, ler, votar e caso goste do conto, recomendar aos coleguinhas, e caso não goste também.
Eu sei que se depender do meu talento para política, minha estória nunca vai virar livro, porque parte da seleção é feita pela soma dos votos recebidos e o concurso já está nos últimos dias (vai até 02 de setembro) e eu quase me esqueci de pedir votos por aqui, mas vai que… né?
Eu venho protelando para tocar nesse assunto há algum tempo, mas como tem sido crescente o número de textos meus plagiados na internet, resolvi tocar na ferida que, fatalmente, é mais dolorida em mim do que em quem me copia.
Se por um lado ter meus textos plagiados indica que tem gente gostando do que eu escrevo (agradecida, sim?!), por outro lado, não é nada agradável vê-los espalhados por aí sem a minha autoria sequer mencionada ou, como na maioria das vezes, assinados por outras pessoas. É como ter a minha personalidade estuprada.
Dramática, eu? Pois então dedique horas (e até dias…) produzindo um texto, dê o seu melhor, gaste sua energia, use suas vírgulas mais pessoais, suas interrogações íntimas, suas aspas sugestivas, suas exclamações efusivas para, no final, ter as suas reticências roubadas…
Quem já experimentou, sabe. Não é gostoso.
Não raro eu recebo denúncias de leitores que encontram crônicas ou contos que escrevo em outros sites, blogs ou redes sociais, sem os devidos créditos, ao contrário do que manda a boa etiqueta, os bons costumes e a lei nº 9610 sobre direitos autorais.
Uma dessas denúncias em especial me despertou uma pequena e momentânea fúria, velha conhecida minha, antes adormecida e que agora provoca este presente e singelo desabafo…
Uma criatura sem escopo que teve a fineza de me copiar, assinar no meu lugar e tomar para ela os relatos das minhas experiências pessoais. Ok, eu sei que de certa forma, deixa de ser pessoal quando se torna público mas, me pergunto: o que leva alguém a querer contar uma história que não viveu como se tivesse vivido, com sensações que não sentiu como se tivesse sentido, descrevendo-as com a riqueza dos detalhes únicos e exclusivos que só o autor sabe? É vontade de viver a mesma coisa? É para compartilhar? Se a intenção é compartilhar, ótimo, é esse também o meu intuito ao publicar. Se eu não quisesse contar, guardava na minha gaveta ou no meu pendrive, certo?
A questão é: compartilhar é dividir, não tomar para si.
Tenho o hábito de dar nome aos bois e só não o faço quando não descubro nem mesmo a origem do pasto. Por isso, seguindo a lógica do bom senso (ou do pasto…), se provar do leite que ofereço e apreciar, ainda que não vá muito com a minha cara, faça a gentileza de citar o nome da dona das tetas. A escritora aqui, ou a vaca que fornece, agradece!
E, pra essa gente sem criatividade, senhor, piedade!
1 mês sem publicar no blog. Eu sei, seu sei… vergonhoso. E olha que nem foi por falta de tempo como quase sempre acontece. Foi por falta de inspiração mesmo, o que, na minha opinião, é o pior motivo de todos.
Minha inspiração saiu de férias sem avisar e eu só fui dar conta disso nos dias que se seguiram, enquanto tentava – pela enésima vez – desenvolver um conto para um concurso que até hoje não saiu. O concurso sim, o conto não. Aproveitei a entressafra para transpirar, transpirar e transpirar…
Thomas Edison disse que a genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração. Não sei se concordo com a porcentagem, mas estou certa de que uma não sobrevive sem a outra. Estou muito longe de ser genial na arte de escrever, mas toda vez que escrevo me sinto muito próxima da sensação de êxtase que nesses períodos de entressafra me faz uma falta danada.
A boa notícia é que com o passar do tempo o peso desaparece. Há alguns anos eu me desesperava todas as vezes que não conseguia criar qualquer coisa por falta de inspiração, seja na hora de pintar, escrever ou fotografar, e carregar esse peso era quase insuportável. Atualmente eu não crio só por meio da inspiração, apesar de poder contar com ela quase sempre, mas se ela não vem, fica tudo bem, a gente faz o que pode. Imaginem uma jornalista que só escreve quando está inspirada? Morre de fome.
Já no blog, onde não há deveres nem obrigações, tampouco uma relação de custo-benefício, eu optei por escrever em parceira com a inspiração, com o tempo livre e a disposição como colaboradores, mas que nem sempre chegam junto. E é por isso que eu vivo aparecendo e desaparecendo na janela…
Enquanto isso, no alto da minha montanha imaginária, eu aprendo a transpirar. Leio, penso e vivo. E prometo que volto logo.
Eu não tenho medo de morrer. Se a morte me assombra e amedronta de alguma forma é quando eu penso na morte dos meus amores. Mas morreremos todos, tão logo ou não, morreremos. Mas, por favor, se eu morrer sem aviso prévio, como normalmente acontece com a maior parte da humanidade, que as minhas calcinhas estejam todas limpinhas, guardadinhas na gaveta, que a minha geladeira não esteja repleta de frutas estragadas e embalagens vencidas, que não haja flores secas e murchas espalhadas pela minha casa, nem livros do Paulo Coelho nas prateleiras ou CDs do Belo na estante.
Sim, porque alguém vai precisar fazer o serviço sujo de entrar na casa desta mulher que mora só para cuidar dos objetos pessoais… e qual seria a última imagem que esse sujeito teria de mim caso encontrasse uma calcinha usada? Porca. E a comida estragada? Relaxada e egoísta, com tanta gente passando fome, tsc tsc… E flores mortas? Não conseguia nem cuidar de plantas, e ainda queria ter filhos. E como eu poderia explicar que o livro do Paulo Coelho foi presente de um amigo querido, e que não tive coragem de me desfazer dele porque a dedicatória era linda? E o CD do Belo? Meu Deus! Como eu explicaria uma atrocidade dessas? Quem acreditaria que era de uma amiga que me pediu para fazer uma cópia? Porca, relaxada, egoísta, relapsa e ainda por cima tinha um péssimo gosto musical e literário?
Normalmente quando eu viajo, me preocupo em deixar a casa, no mínimo ajeitadinha… nunca se sabe, né? Mas esta semana eu sequer tive tempo de lavar a louça. Que louça, sua louca? Um prato, três talheres, um copo e uma panela? Pobrezinha, ainda por cima era solitária…
No meu apartamento eu só tenho o básico, primeiro porque é temporário, segundo porque eu raramente paro em casa, terceiro porque toda a mobília que me resta está em outro Estado e eu só vou trazer tudo quando me mudar para um fixo. Além disso, só esta semana eu quebrei dois copos. Mas isso eu também não teria oportunidade de explicar… e no caminho para o aeroporto fui pensando nessas tolices e me deu um calafrio. “Ui… aviãozinho, seja bonzinho!”
Dia desses eu recebi uma visita rápida que precisou usar meu banheiro, só lembrei quando ela já estava lá dentro que havia uma calcinha pendurada no chuveiro. Tarde demais… Outro dia estava no apartamento de um casal de conhecidos, fui usar o banheiro deles e quando joguei o papel na lixeira, foi inevitável perceber as camisinhas usadas que estavam lá dentro. Ok, ok… toda finalidade de um casal, felizmente, é o sexo, e é normal lavar a calcinha no banho e esquecê-la pendurada lá dentro vez ou outra, mas, ahhh… nem por isso pessoas com quem você não tem a menor intimidade precisam saber a quantas anda sua vida sexual, muito menos qual o tipo de lingerie que você usa.
E, ainda assim, apesar de tudo isso, eu gosto de escrever num blog, de falar sobre as minhas impressões do mundo, divagar sobre o que sinto. E, vejam só, exponho minhas ideias e opiniões para um monte de gente que eu desconheço… quer coisa mais paradoxal do que essa ????
E você, pensa rápido e me conta: o que você esconderia debaixo do tapete se soubesse agora que nunca mais voltaria para casa?
- Mas o que, Beta? Você vai me dizer que não tem tempo? Enjoou do seu blog de novo? Não tá inspirada? O que é dessa vez?
- É… isso tudo aí que você disse. Faz um layout novo pra mim, faz? Quero tentar escrever outra vez, mas preciso me mudar pra uma casa nova!
- Outro blog? Já criei vários blogues pra você, pô!
- Eu sei, e eu te amo por isso. Prometo que se você criar um cantinho novo pra mim, eu volto a escrever. Você poderia fazer um layout de um jeito que…
- Espera! Tenho uma proposta: crio o seu blog novo, mas eu escolho tudo. Inclusive o nome, o endereço, e gostando ou não, você vai ter que escrever nele.
- Fechado!
E foi assim que ele abriu uma nova janela na minha vida. Dessa vez, a janela de cima, do alto, de onde eu pudesse ter uma visão mais ampla desse mundo que se revela cada vez mais maluco, de onde eu tivesse que correr o risco de cair. Era o que ele queria: que eu temesse cair, e mesmo assim eu me pendurasse, me arriscasse… e me atirasse se fosse preciso, como tantas vezes me atiro, de corpo e alma (mais alma do que corpo, é bem verdade).
Ele provoca o meu instinto criativo, desafia o meu trauma de exposição na internet, ri da cara da minha insegurança, me empurra no abismo, e ainda diz, sorrindo, que empurra porque sabe que eu tenho asas.
Obrigada por isso, meu amigo. Por enxergar as asas que, nos dias nublados, eu sou incapaz de ver.
O nome dele? Marcello Sampaio. Gravem esse nome, esse moço poeta, escritor e cineasta ainda vai dar muito o que falar.
… E, contrariando as expectativas, este blog completou um aninho de vida no dia 05 deste mês (!!!). Um ano inteiro de atualizações não regulares, porém, bem mais frequentes que nos meus quase 8 anos anteriores de blogueira.
E esta semana, como presente de aniversário, a Janela de Cima recebeu o comentário de uma leitora que, ao que parece, já lê os meus escritos há algum tempo, mas só agora resolveu se revelar, não só pra mim, mas pra ela própria, diante do mundo. Copio aqui um trecho:
“Roberta, eu não a conheço – a não ser pelos textos do blog – mas venho lendo seus textos – quase todos – e me identifico muito com o que você escreve, com você! E não é só porque fazemos aniversário no mesmo dia! (…) Precisava lhe escrever para te dar os parabéns pelos seus textos, suas fotografias, e também quero agradecer por se tornar uma das pessoas que me inspiram! Graças a você decidi finalmente abrir meu blog – e não foi por falta de vontade, mas sim de coragem ! (…) Mais uma vez, valeu mesmo por escrever! Não pare! Espero, assim como você, não só me expressar, mas inspirar alguém, mudar algo, fazer diferença !”
Ariane: sou tão grata a você por me ler quanto você é grata a mim por eu escrever. E minha gratidão vai além: obrigada, de coração, por, além de apreciar o que escrevo, dividir comigo uma coisa tão especial. Saber que, de alguma forma, minhas palavras te encorajaram a escrever, é qualquer coisa de maravilhoso.
Não pense que vai ser fácil, pois não será. Não o ato de escrever em si, mas o ato de se descobrir, se desvendar e, ainda mais, se revelar diante dos outros. Mas também não pense em desistir, te garanto que será uma experiência única, da qual muita gente passa por essa vida sem experimentar: o auto-conhecimento! Vai com tudo, Ariane, e depois me conta o resultado, combinado?
Outro dia eu recebi um outro comentário, no mínimo curioso, sobre uma narrativa que publiquei aqui. Nele o autor dizia que o texto era bom, porém apelativo.
Well… tirando o texto que escrevi sobre o enfermo (esse aqui óh!), onde eu apelava para que a minha mãe me socorresse caso lesse o meu blog, pois eu estava infernalmente gripada e carente, não lembro de ter feito outros apelos por essas redondezas, de todo jeito, é bom esclarecer: eu não escrevo com a intenção de apelar, convencer, persuadir. Pra falar a verdade, eu nem tenho intenções ao escrever, eu simplesmente escrevo. E é bom, intenso, “é vasto, vai durar”.
Aos meus leitores que me lêem desde os primórdios da Blogosfera, seguidos daqueles que me “descobriram” ontem, meu muito obrigada e o meu melhor sorriso pelos comentários cheios de estímulo, carinho e até cumplicidade, pela troca de boas energias, boas ideias e conversa fiada da melhor qualidade.
Essa janela de arranha-céu, que não possui grades e não é segura, de onde tantos, mesmo assim, se penduram para acompanhar os meus devaneios, às vezes é luz, outras vezes escuridão, abre-se em momentos indeterminados, e fecha-se também. Aqui dentro vive essa moça incompleta, apoiada na janela assistindo assustada o mundo lá embaixo, outras vezes encantada, sempre sonhando com paisagens novas e cada vez mais bonitas, para seus olhos enxergarem e refletirem o que vêem.
Obrigada, meus queridos, por serem a extensão dos meus olhos…
Roberta Simoni
♪ ♫ ♪ ♫ ♪ “Da janela lateral, do quarto de dormir…” ♪ ♫ ♪ ♫ ♪
Pensando no texto anterior, inspirada em relatos e conversas com amigos blogueiros, tive que concordar com um deles quando disse que talvez seja melhor escrever anonimamente. Já pensei nisso também. Para falar a verdade, eu até tentei, anos atrás. Sem sucesso… um, dois, três textos e eu abandonei o blog. A gente pensa que escrevendo sem assinar, fica mais à vontade para falar, pode até ser, mas acho que anonimamente ou não, sempre vai ter um público para criar uma imagem sobre nós. Não tenho absolutamente nada contra blogueiros anônimos, pelo contrário, sou frequentadora assídua – e super fã – de vários blogs desse gênero. E acho sinceramente que essa seja a melhor solução para sobreviver à exposição na blogosfera.
Para quem opta por ter sua identidade declarada, o jeito é botar a cara no mundo, e estar preparado para, de vez em quando, levar uns “tapinhas” daqueles que visitam a sua página exclusivamente com esse intuito, afinal, o seu blog é um prato cheio para aqueles que não se simpatizam muito com a sua pessoa, esteja você falando que adora a Gretchen ou que odeia o Obama, não importa, o foco é você. Mas isso não é regra, é exceção. A maioria entra na sua página de fininho, dá aquela espiadinha básica e já se dá por satisfeito por saber notícias suas, e esse ato pode ser tão inofensivo quanto nocivo.
E desde que você não use a sua página como um diário-público-pessoal (hã? confuso isso, heim?), relatando com detalhes do que você faz no banheiro todos os dias ou o que fez na cama com a sua namorada na noite passada (se bem que isso pode ser até excitante, mas, para isso, existem milhares de blogs eróticos – e dos bons – por aí.) você não precisa se privar de ser você mesmo e de falar do que sente vontade, afinal, o blog é seu, e entra nele quem quer e porque quer.
Por isso, blogueiros queridos, aqui pode tudo, menos ficarmos desconfortáveis em nossos próprios blogs. É o mesmo que morar sozinho e não se sentir à vontade de andar pelado em casa. Apesar da blogosfera, às vezes, demonstrar ser um lugar hostil, a maior parte do tempo é um mundo fantástico, do qual eu adoro fazer parte e que me permite estar em contato com mentes brilhantes. Tá certo que tem muita porcaria por aí, mas tem muuuuito conteúdo bom também.
E falando em blog, essa semana eu tive várias surpresas agradáveis que me fizeram ficar sorrindo de orelha a orelha. A primeira aconteceu enquanto eu me deliciava com o texto A Idade da Palavra ou a Palavra da Idade, no Blog Borboletário, e encontrei no fim do texto uma indicação para a minha Janelinha… que honra!
E, com o texto que escrevi anteriormente, sobre despir-se, acabei despertando a vontade do amigo blogueiro Cristiano, do Blog Café com os Amigos, a despir-se em palavras também. Ainda tive a felicidade de ganhar o Prêmio Lemniscata, do Blog Espanta Espíritos, da querida Cristina, o que me deixou muito contente, especialmente por se tratar de um blog tão encantador.
Este selo foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos leitores.
1 – O premiado deverá expor o selo no seu blog e atribuí-lo a 7 outros blogs que considere merecedores. E os meus escolhidos são:
Sobre as Coisas - por ser um blog simples, porém rico, que aborda temas cotidianos que nos fazem parar para pensar na vida, ainda que a sua autora desconheça esse feito.
Caneta Digital – por se tratar de uma blogueira novata que se revelou uma escritora sensível e talentosíssima.
Eu e Meu Ego Grande – adoro essencialmente tudo o que o Léo escreve. É de uma espontaneidade sem igual. Ele e o seu ego grande são escritores natos.
Incompletudes – por ser de uma liberdade inspiradora. A K. se reinventa constantemente e nos permite acompanhar todas as suas transformações e sensações, e nos deliciarmos com elas.
Ordem no Caos - andei colocando placas de “procura-se” por toda a blogosfera atrás do autor deste blog que, apesar de sumido, quando resolve escrever não faz nada menos do que arrasar, de maneira construtiva e inteligente.
Senhorita Rosa – irreverentes e divertidos, os dilemas da Senhorita Rosa garantem uma leitura pra lá de animada, considerando o seu jeito único e fantástico de se expressar.
Drops da Fal – é um dorps para ser provado em fragmentos, e todos os seus fragmentos são deliciosos, também pudera, a dona do Drops é uma das melhores escritoras da atualidade, na minha opinião.
2 – O premiado deverá responder à seguinte pergunta: O que significa para si ser um Homo Sapiens?
Resposta: Bom, na íntegra, Homo Sapiens é homem sábio. Mas eu tenho duvidado, tenho duvidado muuuuuuito.
Pode ser que você entenda o que eu digo. Pode ser que não. Pode ser que você goste do que eu escrevo. Pode ser que não. O que não importa muito na verdade, porque eu não vou parar.
Andaram dizendo…