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	<title>Janela de Cima</title>
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	<description>Olhando o mundo através das palavras</description>
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		<title>Janela de Cima</title>
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		<title>O que fazer com os tijolos?</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 18:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Lúcia veio correndo me abraçar e me pediu para tirarmos uma foto juntas. Depois da foto, perguntei a idade dela. 18, disse. Uma das enfermeiras se aproximou e desmentiu, contou que ela acabara de completar 41 . - Ora ora, mocinha, mentiu pra mim por que, hein? - Eu não menti. Se eu gosto de [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=3813&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/05/304982_10200230557317040_1354298385_n.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4256" alt="Loucura" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/05/304982_10200230557317040_1354298385_n.jpg?w=400&#038;h=400" width="400" height="400" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Lúcia veio correndo me abraçar e me pediu para tirarmos uma foto juntas. Depois da foto, perguntei a idade dela. 18, disse. Uma das enfermeiras se aproximou e desmentiu, contou que ela acabara de completar 41 .</p>
<p style="text-align:justify;"><em>- Ora ora, mocinha, mentiu pra mim por que, hein?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>- Eu não menti. Se eu gosto de ter 18, eu tenho 18.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Justo!</p>
<p style="text-align:justify;"><em>- Onde estão os maracujás? Onde estão os maracujás? Os loucos precisam é de maracujás!</em></p>
<p style="text-align:justify;">Quem dizia isso, aos berros, era um senhor parecedíssimo com <em>Albert Einsten</em>. Perguntei do que se tratavam os maracujás e ele me explicou que tinha levado muitos maracujás para fazerem suco para os malucos mas que, ao invés disso, estavam oferecendo refrigerante.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>- Como podem querer que a gente fique curado tomando guaraná?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Eu, com o copo de guaraná na mão, fui obrigada a concordar.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto o Einsten dos maracujás me mostrava seu livro de poesias (impresso e vendido por ele mesmo), um moço parecido com o Jorge Ben Jor se aproximou de nós e perguntou meu nome.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>- Roberta? Já compus uma música chamada Roberta, para uma moça chamada Roberta, sabia Roberta?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Nesse instante, passou por nós um rapaz vestindo uma camisa de forças e o Ben Jor disse:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>- Eu já usei aquilo ali um monte de vezes. É horrível. Coça muito e a gente fica com as mãos presas se roçando no muro para aliviar. Pior do que a coceira, só o choque elétrico. Tá vendo aquele cara ali? Ele já foi um grande matemático, tomou choque um monte de vezes e você pode ver, óh&#8230; ele não ficou sequelado nem nada. Eu também não, tá vendo?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Eu ali, entre a Lúcia de 18 anos, o Einsten dos maracujás e o Ben Jor não-sequelado tentando entender o universo deles, fazendo perguntas que eles disputavam para responder primeiro e conseguir mais tempo da minha atenção. Tão fascinante quanto assustador foi perceber que todos eles possuem, em sua essência, alguma genialidade. Escritores, compositores, artistas, matemáticos&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">E eu &#8211; que estou longe de ser um gênio &#8211; o que eu fazia num sanatório? Poderia estar, tranquilamente, buscando tratamento mas, naquela ocasião, estava cobrindo as ações sociais que uma empresa promovia no hospital. O cliente não era meu, mas de outro fotógrafo que meia volta me passava alguns trabalhos pela impossibilidade de ser onipresente e, por felicidade do destino, acabou precisando de mim naquele local, naquele dia.</p>
<p style="text-align:justify;">Acabei voltando lá outras vezes por conta própria no ano passado para visitar Lúcia e cia e, recentemente, por outras razões, finalmente conheci o Instituto Philippe Pinel. Nessa ocasião, tive a chance de passar algum tempo com um ex-militar chamado Alberto, com quem tive uma conversa esclarecedora acerca da realidade dos portadores de disturbios mentais. Alberto, que sofre de esquizofrenia e transtorno bipolar, me contou como começou a desenvolver as doenças, como acabou perdendo tudo (carreira, dinheiro, família) e como vive hoje, medicado e afastado da sociedade por &#8220;segurança&#8221;, que também entende-se por ignorância.</p>
<p style="text-align:justify;">Provavelmente você não sabe disso (eu também não sabia), mas hoje, 18 de maio, é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_antimanicomial" target="_blank">Dia Nacional da Luta Antimanicomial</a>, o que, em outras palavras, significa que temos um dia oficial para reivindicar o respeito e reconhecimento dos direitos dos portadores de transtornos mentais, como também, a humanização do tratamento psiquiátrico no nosso país.</p>
<p style="text-align:justify;">O que me assusta é ver como esse assunto é abafado numa sociedade onde todos nós conhecemos, convivemos (ou somos) uma dessas pessoas que sofre algum tipo de distúrbio mental. <em>&#8220;Fulano é maluco&#8221;</em> e pronto, o rótulo está formado, definido e o assunto está encerrado.</p>
<p style="text-align:justify;">Ser portador de uma doença mental como a esquizofrenia, por exemplo, é tão ou mais grave do que ter um câncer, mas ninguém fala, ninguém vê, ninguém ouve, porque fomos acostumados a criar muros que nos separam, delimitam e nos isolam de pessoas com doenças mentais (a primeira vista em nome do tratamento, mas também e principalmente, em nome daquilo que tememos, do que não compreendemos, não aceitamos e não sabemos como lidar).</p>
<p style="text-align:justify;">Mas aí, se você se propõe a conhecer de perto a realidade de pessoas com qualquer tipo de deficiência mental, acaba descobrindo que, ao se arriscar entender melhor suas formas de pensar, sentir e enxergar o mundo, você não vai ficar mais louco, talvez mais sóbrio, o que pode ser, de fato, comprometedor.</p>
<p style="text-align:justify;">Eles nos dão tijolos e nós decidimos o que fazer com eles. E só há duas possibilidades:</p>
<p style="text-align:justify;">Ou continuamos levantando muros ou começamos a construir pontes.</p>
<div id="attachment_4261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/05/lucia1.jpg"><img class=" wp-image-4261 " alt="Lúcia, aos 18." src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/05/lucia1.jpg?w=350&#038;h=229" width="350" height="229" /></a><p class="wp-caption-text">Lúcia, aos 18.</p></div>
<p>(entenda mais sobre o Dia Nacional da Luta Antimanicomial lendo esse artigo <a href="http://ritadecassiadeaalmeida.blogspot.com.br/2013/05/18-de-maio-dia-nacional-de-luta.html" target="_blank">aqui</a>)</p>
<p><em>Roberta Simoni</em></p>
<br /> Tagged: <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/dia-nacional-da-luta-antimanicomial/'>Dia Nacional da Luta Antimanicomial</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/doencas-mentais/'>Doenças Mentais</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/loucura/'>Loucura</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/malucos/'>Malucos</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/manicomio/'>Manicômio</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/preconceito/'>Preconceito</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/respeito/'>Respeito</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/sociedade/'>Sociedade</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/janeladecima.wordpress.com/3813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/janeladecima.wordpress.com/3813/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=3813&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre expectativa de vida, miojo e medo de dentista</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 18:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/05/223493_4077661833706_918238571_n.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4234" alt="223493_4077661833706_918238571_n" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/05/223493_4077661833706_918238571_n.jpg?w=350&#038;h=350" width="350" height="350" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Minha vida não é mais a mesma desde o último domingo, quando, durante uma trilha no alto da Serra, eu caminhava feliz e contente, admirando as árvores, sentindo o cheiro da vegetação, curtindo o clima ameno de outono, acabei me empolgando com essa coisa toda de contato com a natureza e comecei a cantarolar umas músicas (quase a Chapeuzinho Vermelho, só que não), entre elas, um clássico do Cazuza me veio à cabeça e eu, inspiradíssima, tratei de cantar para o meu namorado, que seguia comigo na trilha:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;(&#8230;) Você tem exatamente três mil horas pra parar de me beijar. Hum&#8230; meu bem, você tem tudo, tudo pra me conquistar&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Retribuindo minha singela declaração de amor, ele responde:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Quero viver um milhão de horas com você&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Silêncio na trilha.</p>
<p style="text-align:justify;">Confuso com aquele silêncio repentino, ele me pergunta se disse alguma coisa errada e eu, me sentindo ligeramente rejeitada, respondo: <em>&#8220;só um milhão de horas, é???&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Mas, Beta, um milhão de horas é mais do que uma vida inteira. Isso dá mais de 100 anos. A gente vive, em média, umas 600 mil horas.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Oi? Momento Maysa:<em> &#8221;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=vSuQZaJ8THk" target="_blank">Meu muuuuuundo caiu!</a>&#8220;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Perplexa e chocada com essa nova perspectiva de contagem do tempo, passei o resto da trilha cheia de questionamentos profundos e filosóficos sobre a efemeridade da vida, o tempo que me resta e blá blá blá. Questionamentos esses que eu trouxe para casa, para cama e agora para o blog.</p>
<p style="text-align:justify;">(Pausa para duas informações relevantes e esclarecedoras: 1- só é capaz de se chocar com tal perspectiva quem, assim como eu, não tem a m-e-n-o-r noção de matemática lógica e não é capaz de fazer pequenos cálculos mentalmente, o que dirá lidar com números de maior escala. 2- Ficar de recuperação nas disciplinas de ciências exatas foi algo recorrente na minha vida e isso, certamente, deve significar alguma coisa.)</p>
<p style="text-align:justify;">Pelos meus cálculos (mentira, os cálculos são desse site <a href="http://www.escoladavida.eng.br/Cronometro.htm" target="_blank">aqui</a>) eu vivi até agora 252.408 horas. Se a expectativa de vida de um ser humano é de 600.000 horas, isso significa que eu já gastei quase a metade do meu cartucho. E, com sorte &#8211; se nenhum raio cair na minha cabeça ou qualquer tragédia de outra natureza não me atingir até lá &#8211; me restam, em média, umas 340.000 horas de vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Só eu acho muito mais assustador encarar o tempo por esse prisma?</p>
<p style="text-align:justify;">Quantas horas eu já não devo ter perdido entediada? Quantas vezes eu já fiquei contando os segundos para o dia acabar? Quantos dias eu já passei na companhia da Laura (minha habitual depressão)? Quanto tempo eu já gastei (e ainda vou gastar) me alienando diante de uma tela (de televisão ou computador)?</p>
<p style="text-align:justify;">De repente, cada minuto desperdiçado começou a parecer uma falta gravíssima, quase uma ofensa.</p>
<p style="text-align:justify;">Em contrapartida, numa conversa que tive hoje com a <a href="http://quinasecantos.wordpress.com" target="_blank">Gabs</a> sobre &#8220;a vida, o universo e tudo mais&#8221;, ela me alertou para a existência de um artigo de engenharia genética, que diz que num futuro próximo, talvez seja possível viver 800 anos. Cruzes! Pra quê tanto? Dispenso.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, a água do miojo fervia e eu, à beira do fogão, continuei tentando fazer contas: se já tem quase 10 anos que eu moro sozinha e nessa década de vida eu já devo ter ingerido muito mais miojos do que meu estômago supõe, imagina isso multiplicado por 80?</p>
<p style="text-align:justify;">Ah não&#8230; não quero passar 800 anos comendo macarrão instantâneo, não!</p>
<p style="text-align:justify;">A verdade é que imaginar que a vida pode ser mais longa do que o previsto me assusta bem mais do que ter a noção de que falta &#8220;pouco&#8221; para acabar.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda mais aterrorizante do que passar centenas de anos vivendo de miojo foi pensar em quantas vezes seria preciso ir ao dentista nesse período. Nas últimas semanas eu venho lidando com o pavor de encarar o dentista para extrair um siso que vem me tirando noites e noites de sono (se houverem dentistas lendo isso agora, me perdoem, não é nada pessoal, eu só tenho muito, muito medo de vocês. E de sentar na cadeira do consultório de vocês. E do barulhinho que fazem essas ferramentas de tortura que vocês usam na boca da gente). Horror é a palavra. Horror!</p>
<p style="text-align:justify;">Conclusão: diante de um medo tão paralisador (e injustificável, eu sei), é capaz de eu ter uma crise de pânico até amanhã, quando a cirurgia no &#8220;torturador&#8221; está marcada. Também é provável que a minha gastrite piore consideravelmente se eu continuar me alimentando mal desse jeito, com a velha desculpa do excesso de trabalho não me permitir ter uma alimentação saudável.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo assim, se eu chegar aos 30 já tô no lucro, né não? <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align:justify;">Dramática? Eu???</p>
<p style="text-align:justify;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/gDjhSIZJqno?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Roberta Simoni</em></p>
<br /> Tagged: <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/dentista/'>Dentista</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/horas/'>Horas</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/macarrao-instantaneo/'>Macarrão Instantâneo</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/medo/'>Medo</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/miojo/'>Miojo</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/morte/'>Morte</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/tempo/'>Tempo</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/vida/'>Vida</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/janeladecima.wordpress.com/4232/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/janeladecima.wordpress.com/4232/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4232&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Encosto de Saramago</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 16:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
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		<category><![CDATA[Esperanças]]></category>
		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
		<category><![CDATA[Olhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu, que já acordei tantas vezes com encosto de Beauvoir, Cortázar, Lispector, entre outros, dessa vez despertei com frases prontas do Saramago na cabeça e, depois de um longo e tenebroso verão, sem a interferência dos raios de sol, voltei a usar meus olhos para enxergar, de fato, os fatos. &#8220;Olhar, ver e reparar são maneiras [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4222&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/05/jose_saramago_sostiene_espejo.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4223" alt="jose_saramago_sostiene_espejo" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/05/jose_saramago_sostiene_espejo.jpg?w=272&#038;h=406" width="272" height="406" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Eu, que já acordei tantas vezes com encosto de Beauvoir, Cortázar, Lispector, entre outros, dessa vez despertei com frases prontas do Saramago na cabeça e, depois de um longo e tenebroso verão, sem a interferência dos raios de sol, voltei a usar meus olhos para enxergar, de fato, os fatos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><em>&#8220;Olhar, ver e reparar são maneiras distintas de usar o órgão da vista. Só o reparar, no entanto, pode chegar a ser visão plena.&#8221; (José Saramago)</em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Reparei, então, que mesmo mergulhada no meu pessimismo mais profundo e genuíno, ainda alimento esperanças absurdamente inconvenientes que me impulsionam a buscar um pouco de fôlego na superfície para, só então, com os pulmões cheios de qualquer coisa parecida com vida, voltar a nadar na realidade dos dias.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><em>“Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.” (José Saramago)</em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Roberta Simoni</em></p>
<br /> Tagged: <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/encosto/'>Encosto</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/enxergar/'>Enxergar</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/esperancas/'>Esperanças</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/jose-saramago/'>José Saramago</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/olhos/'>Olhos</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/janeladecima.wordpress.com/4222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/janeladecima.wordpress.com/4222/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4222&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>É, Robison, não tá fácil pra ninguém!</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 20:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/04/34956_1417384639569_1381206877_31370477_1214857_n.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4211" alt="Robison e Renata" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/04/34956_1417384639569_1381206877_31370477_1214857_n.jpg?w=400&#038;h=270" width="400" height="270" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Houve um tempo em que eu me vangloriava por ser extremamente sincera e, portanto, me sentia diferente da maioria das pessoas. Esse tempo, naturalmente, passou. Ninguém consegue manter vanglória alguma por muito tempo. Não demora muito e toda essa arrogância vai pro ralo. Pois bem, passada essa fase, outra se iniciou: a questionadora e lamentadora: <em>&#8220;por que eu sou assim?&#8221;; &#8220;Por que não consigo evitar?&#8221;; &#8220;Por que as pessoas não são sinceras comigo como sou com elas?&#8221;; &#8220;Óh Deus, como sofro por não conseguir dissimular&#8230;&#8221;</em>. Em suma: enfrentei a fase dramática e vitimista ou, como eu gosto de chamar de <em>&#8220;Ai-que-dó-de-mim-por-ser-assim&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, nada como levar uns tabefes da vida para me situar e tratar de sair da confortável posição de vítima. A gente é o que é e ponto final. Por sorte, somos também seres mutáveis, passíveis de transformações constantes, provocadas pela vida ou forçadas por nós mesmos. Uma vez compreendendo isso, consegui controlar um pouco mais o meu <strong>&#8220;instinto sincero&#8221;</strong> e hoje posso até afirmar que existem pessoas que nem sequer imaginam o que penso a respeito delas. Poucas&#8230; bem poucas, é verdade, mas existem.</p>
<p style="text-align:justify;">Para que isso fosse possível, fiz um exercício infinitamente mais difícil do que séries sequenciais de abdominais invertidas: comecei a escutar mais e falar menos. Afinal, não é por acaso que temos dois ouvidos e uma boca só.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>&#8220;Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado.&#8221;</strong></em> (Millôr Fernandes)</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez seja porque eu ainda não tenha chegado aos quarenta ou porque, como ser humano comum e limitado, eu demore bem mais tempo para alcançar a sabedoria de alguém como Millôr ou, na pior das hipóteses, talvez não haja mesmo jeito para mim. O que sei é que, por mais que eu tenha evoluído alguma coisinha ao longo dos meus quase 30 anos de vida, a tentativa de ficar calada nem sempre funciona. Tive &#8211; e ainda tenho &#8211; meus dias de recaída. O último, inclusive, faz poucas semanas, quando caí numa cilada ao aceitar um trabalho sem supor que estava comprando gato por lebre. Fui contratada para fazer um serviço específico e, quando fui realizá-lo, descobri que era outro, infinitamente mais complexo e trabalhoso do que a proposta original, que omitia as informações reais para baratear minha mão de obra. Bacana, né? Fiquei perplexa, achando que alguém fosse surgir na minha frente a qualquer momento pulando e gritando <strong>&#8220;Rá! Pegadinha do Malandro!&#8221;</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Mas não era pegadinha, era só malandragem mesmo!</p>
<p style="text-align:justify;">Como manter a passividade do meu animal sincero nessa hora? Impossível. Retomei à velha forma e não terminei o trabalho sem antes despejar tudo que eu pensava a respeito daquela atitude, no mínimo, desonesta. Descartei o filtro da sinceridade e andei algumas casinhas para trás&#8230; acontece nas melhores famílias.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, no entanto, percebo que os meus maiores deslizes não tem sido cometidos com os outros, por ser excessivamente franca ou por deixar de ser, por falar ou por calar, por dar ou omitir minha opinião. Não&#8230; o maior deslize que ando cometendo é contra mim mesma, por tentar suportar todas as minhas próprias verdades de uma só vez, empurrando-as goela abaixo, como se estar ciente e lúcida de tudo pudesse me salvar, enquanto todos nós sabemos que a verdade, muitas vezes, condena.</p>
<p style="text-align:justify;">E aí, cansada de bancar a &#8220;Renata ingrata&#8221; (e deveras sincera), pichando no muro da minha própria consciência, dizendo que ainda me amo, mas que perdi o tesão por mim mesma, eu vou lá e banco o Robison e, magoada e ressentida com tal declaração, apago o recado lá no meu muro e tendo fingir que nada aconteceu, que nada foi revelado, torcendo para que aquele &#8220;Adeus&#8221; da Renata seja, de fato, definitivo. Mas nunca é.</p>
<p style="text-align:justify;">Ela sempre volta para sambar na cara da sociedade que nada nem ninguém vão impedí-la de escrachar a verdade, doa a quem doer, suje a quem sujar, pois ainda há muitos muros brancos para ela pichar com suas verdades indecentes e dolorosas.</p>
<p style="text-align:justify;">- Mas, Renata, nem todas as verdades são para todos os ouvidos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Mas, Robison, nem todas as mentiras são para todas as bocas.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Roberta Simoni</em></p>
<br /> Tagged: <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/boca/'>Boca</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/consciencia/'>Consciência</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/franqueza/'>Franqueza</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/mentiras/'>Mentiras</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/millor-fernandes/'>Millôr Fernandes</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/omissao/'>Omissão</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/ouvidos/'>Ouvidos</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/sinceridade/'>Sinceridade</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/verdades/'>Verdades</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/janeladecima.wordpress.com/4206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/janeladecima.wordpress.com/4206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4206&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Eu não tenho um plano</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Feb 2013 01:52:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aquele momento em que você para diante da página em branco do Word e espera para ver o que os seus personagens têm a dizer e o que querem fazer&#8230; O relógio marca 3:36 e faz pelo menos 30 minutos que estou parada diante da tela do computador esperando que eles digam alguma coisa, mas [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4186&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/02/tumblr_lhenwczhnf1qcc8nno1_500.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4188" alt="Zeitgeist Photography" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/02/tumblr_lhenwczhnf1qcc8nno1_500.jpg?w=350&#038;h=467" width="350" height="467" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Aquele momento em que você para diante da página em branco do Word e espera para ver o que os seus personagens têm a dizer e o que querem fazer&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">O relógio marca 3:36 e faz pelo menos 30 minutos que estou parada diante da tela do computador esperando que eles digam alguma coisa, mas eles simplesmente não falam nada. A essa hora devem estar dormindo. Eu também deveria estar.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguém, a essa hora, também pode estar diante da página em branco da minha vida, esperando que eu diga alguma coisa. E eu, do lado de cá, esperando que alguém me diga o que fazer. Acho que o roteirista da série que eu protagonizo tirou férias. Deve estar no Havaí deitado numa rede, debaixo de uma bela sombra, diante de um mar azul, tomando um bom drink, decidido a voltar a pensar na minha personagem só no próximo mês, quando voltar de viagem.</p>
<p style="text-align:justify;">Se eu sou uma personagem criada por alguém que inventou a minha vida, esse cara que me escreveu certamente anda indisposto a pensar na minha trama. Talvez esteja cansado dos meus dramas e, com preguiça dos meus dilemas, resolveu tirar férias de mim. Ou não. Talvez esteja apenas sem saber o que escrever, tal como eu com os meus personagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Pode ser que, nesse exato momento, ele esteja acordado, diante da tela do seu computador, fumando um cigarro atrás do outro, esperando que eu diga alguma coisa, enquanto tudo que eu faço é tomar coca-cola na minha xícara de café, sem ter a mínima noção do que fazer com o meu dia de amanhã, com a minha semana, com meu ano e com o resto da minha vida. A verdade é que eu não tenho um plano.</p>
<p style="text-align:justify;">Pode ser também que ele esteja escrevendo que eu estou escrevendo agora e, se for esse o caso, gostaria que ele escrevesse que eu estou escrevendo a minha peça, sabendo exatamente o que fazer no terceiro ato, quando um dos personagens simplesmente resolve desaparecer e me deixa sem saber como explicar seu sumiço repentino para os demais personagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Não adianta. Hoje é domingo de carnaval, ele tá embriagado em algum boteco na Lapa e, definitivamente, não está em condições de me explicar como devo continuar o espetáculo.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixa pra lá, Word. Hoje não vai sair nada. Além do mais, acabei de ler aqui no meu roteiro que agora é a hora que eu começo a sentir sono, desisto de escrever e vou dormir.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Roberta Simoni</em></p>
<br /> Tagged: <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/criacao/'>Criação</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/escrita/'>Escrita</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/insonia/'>Insônia</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/madrugada/'>Madrugada</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/pagina-em-branco/'>Página em branco</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/personagens/'>Personagens</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/roteirista/'>Roteirista</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/roteiro/'>Roteiro</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/teatro/'>Teatro</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/trama/'>Trama</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/janeladecima.wordpress.com/4186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/janeladecima.wordpress.com/4186/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4186&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Oficina Literária</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2013 17:43:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amigos leitores e leitores amigos, Tenho uma novidade bem bacana: A partir do dia 18 de fevereiro, em parceria com a também jornalista e escritora (e idealizadora do projeto), Maria Rachel Oliveira, estarei oferecendo uma Oficina de Escrita Criativa &#8211; Crônica e Texto Livre, com o objetivo de colocar as emoções e as ideias pra fora. Nesse [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4178&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter  wp-image-4179" alt="Terapia da Palavra - Janela de Cima" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/01/18_fev.jpg?w=500&#038;h=334" width="500" height="334" /></p>
<p style="text-align:justify;">Amigos leitores e leitores amigos,</p>
<p style="text-align:justify;">Tenho uma novidade bem bacana:</p>
<p style="text-align:justify;">A partir do dia <strong>18 de fevereiro</strong>, em parceria com a também jornalista e escritora (e idealizadora do projeto), <em>Maria Rachel Oliveira</em>, estarei oferecendo uma <strong>Oficina de Escrita Criativa &#8211; Crônica e Texto Livre</strong>, com o objetivo de colocar as emoções e as ideias pra fora. Nesse módulo, cada exercício foi pensado visando despertar o lado direito do cérebro para novas possibilidades.</p>
<p style="text-align:justify;">Como as aulas e as tarefas serão realizadas virtualmente, qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo pode participar.</p>
<p style="text-align:justify;">Para quem sente aquela vontade de escrever, mas se sente intimidado com as palavras e não sabe por onde começar, nós podemos ajudar com exercícios, dicas e orientações literárias.</p>
<p style="text-align:justify;">É só entrar no site do <a href="http://terapiadapalavra.com.br/" target="_blank">Terapia da Palavra</a> e se inscrever.</p>
<p style="text-align:justify;">E então? Vamos escrever juntos?</p>
<p><em>Roberta Simoni</em></p>
<br /> Tagged: <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/cronicas/'>Crônicas</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/criatividade/'>Criatividade</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/escrita/'>Escrita</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/literatura/'>Literatura</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/maria-rachel-de-oliveira/'>Maria Rachel de Oliveira</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/oficina-de-escrita-criativa/'>Oficina de Escrita Criativa</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/oficina-literaria/'>Oficina Literária</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/roberta-simoni/'>Roberta Simoni</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/terapia-da-palavra/'>Terapia da Palavra</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/textos-livres/'>Textos Livres</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/janeladecima.wordpress.com/4178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/janeladecima.wordpress.com/4178/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4178&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Terapia da Palavra - Janela de Cima</media:title>
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		<title>O preço da independência feminina</title>
		<link>http://janeladecima.wordpress.com/2013/01/21/o-preco-da-independencia-feminina/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 00:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Texto escrito para o site Amor Crônico) A maioria das mulheres solteiras que eu conheço possuem uma característica em comum: são independentes. E isso é uma coisa que me intriga há muito tempo mas só agora resolvi trazer à tona. Não só porque é um assunto delicado, que mexe com o tão polêmico movimento feminista [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4171&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/01/08011901_blog_uncovering_org_mulheres-automoveis.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4172" alt="Mulheres Independentes" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/01/08011901_blog_uncovering_org_mulheres-automoveis.jpg?w=400&#038;h=310" width="400" height="310" /></a></p>
<p style="text-align:right;">(Texto escrito para o site <a href="http://amorcronico.wordpress.com/" target="_blank">Amor Crônico</a>)</p>
<p style="text-align:justify;">A maioria das mulheres solteiras que eu conheço possuem uma característica em comum: são independentes. E isso é uma coisa que me intriga há muito tempo mas só agora resolvi trazer à tona. Não só porque é um assunto delicado, que mexe com o tão polêmico movimento feminista e toca na ferida dos machistas mas, porque, acima de tudo, eu demorei muito tempo para entender - <em>eu disse entender, não aceitar</em> - que mulheres independentes sofrem preconceitos reais.</p>
<p style="text-align:justify;">Há poucos dias uma amiga veio me contar, indignada, que estava saindo com um sujeito que, depois de alguns encontros, virou-se pra ela e disse: <em>&#8220;eu jamais namoraria você&#8230; não dá para controlar uma mulher tão livre e independente assim.&#8221;</em>. Comigo o mesmo já aconteceu, só que de maneira mais sutil e menos franca. O rapaz aí em questão assumiu seu machismo, coisa que, nos dias de hoje, a maioria dos homens disfarça ou mascara e nós só vamos descobrir que o bom moço por quem nos apaixonamos é um tremendo machista enrustido tempos depois, quando a parte racional do nosso cérebro já está seriamente comprometida.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe sempre me disse que eu assusto os homens e eu sempre me assustei com essa afirmação tão segura e enfática dela. E inconformada, questionava, <em>&#8220;mas, por que isso, mãe?&#8221;</em>. A resposta é simples e mesmo assim, meia volta eu preciso que ela desenhe novamente para mim, especialmente quando saio frustada e despedaçada das minhas relações.</p>
<p style="text-align:justify;">Aos 13 anos de idade comecei a trabalhar e a ganhar meu próprio dinheiro. Aos 18, saí de casa e fui morar em outra cidade, sozinha. Trabalhei, estudei, estagiei, viajei e paguei, sem a ajuda de ninguém, minha própria faculdade, minha carteira de motorista, meu aluguel e as calcinhas que visto. Em dez anos, morei em várias cidades, tive diversos endereços e atualmente moro sozinha num apartamento pequeno que cabe no meu orçamento de jornalista freelancer e, apesar de ainda ter um caminho longo a percorrer para realizar meus sonhos e objetivos, sou feliz na minha condição de mulher livre, contudo, hoje, perto de completar 30 anos, sinto o peso das minhas conquistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso mesmo, o peso. Nessa década de caminhada solitária em busca da minha realização pessoal e profissional me envolvi com homens que, em sua maioria, admiravam a minha postura mas que, no entanto, não seguraram o rojão de ter ao lado uma mulher que toma suas próprias decisões, que não pede permissão para ir ao bar com as amigas ou para ir ali rapidinho em Ilha Grande no fim de semana se isolar para pensar um pouco na vida. Mas, ao que me parece, para eles o<em> FIM</em> mesmo é quando notam que não somos dependentes deles, financeira ou emocionalmente. Em contrapartida, nós, mulheres, jamais suportaríamos um companheiro emocionalmente dependente de nós, e isso não tem nada a ver com machismo ou feminismo, mas com amor, ou melhor, com a nossa forma de amar.</p>
<p style="text-align:justify;">Mulheres independentes amam de forma diferente, amam de forma, digamos&#8230; independente. É como se, com as nossas atitudes, disséssemos assim para eles: &#8220;<em>Olha, meu amor, eu te amo, mas precisar, precisar mesmo, eu preciso do meu trabalho, dos meus projetos, preciso me realizar, mas quero ter você ao meu lado em cada conquista. Você topa seguir de mãos dadas comigo?&#8221;</em>. E eles entendem assim: <em>&#8220;Querido, eu até gosto de você, mas como eu sou uma mulher livre e independente, eu saio por aí dando para quem eu quiser, tudo bem?&#8221;</em>. E é claro, eles não aceitam, não entendem e se recusam a ter ao lado uma mulher cuja a vida, ela própria controla.</p>
<p style="text-align:justify;">E o que temos é uma geração de mulheres bem-sucedidas, com carreiras cada vez mais sólidas e&#8230; sozinhas. Mulheres independentes dependentes de carinho, com um potencial surpreendente para amarem e serem amadas, mas que assustam tanto os homens com sua auto-suficiência que acabam se vendo abrindo mão &#8211; não por escolha, mas por imposição subconsciente da sociedade &#8211; a não terem uma vida amorosa (sim, eu tô falando de amor, não de sexo!) para continuarem conquistando seu espaço.</p>
<p style="text-align:justify;">É claro que existem homens que não só não se importam, como também se orgulham e vibram por terem ao lado uma parceira com essas características mas, garanto, eles estão em minoria. O machismo persiste até os dias de hoje e os homens ainda se sentem intimidados e inseguros com mulheres decididas e determinadas a serem, acima de tudo, felizes e plenas.</p>
<p style="text-align:justify;">Da mesma forma que cabe a eles, cabe a nós também o desejo e a capacidade de desempenhar diversos papéis com maestria. Eu quero ser uma profissional reconhecida e bem remunerada, quero ser uma boa mãe e quero também ter um parceiro que não só compreenda como compartilhe dos mesmos desejos e vontades, inclusive da necessidade de distração e diversão nos intervalos disso tudo, seja individualmente ou em dupla. E, tenho certeza, não é querer demais.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Roberta Simoni</em></p>
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		<title>Horinhas de Descuido</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jan 2013 20:40:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Felicidade se acha é em horinhas de descuido.&#8221; (Guimarães Rosa) À Helena, Roberto e Alexandre. Há quem diga que meus textos são densos. Como poderia ser diferente se eu sou densa? Pungente, intensa, dolorida. Não se deixem enganar pelo meu sorriso cheio de dentes. Também sei ser sorridente, engraçada, doce e gentil. Mas a vida me [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4145&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/01/2013-01-12-18-38-29.jpg"><img class=" wp-image-4149 aligncenter" title="Foto de Roberta Simoni, Chico Ramalho" alt="" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/01/2013-01-12-18-38-29.jpg?w=400&#038;h=294" width="400" height="294" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em>&#8220;Felicidade se acha é em horinhas de descuido.&#8221; (Guimarães Rosa)</em></p>
<p style="text-align:right;">À Helena, Roberto e Alexandre.</p>
<p style="text-align:justify;">Há quem diga que meus textos são densos. Como poderia ser diferente se <em>eu</em> sou densa? Pungente, intensa, dolorida. Não se deixem enganar pelo meu sorriso cheio de dentes. Também sei ser sorridente, engraçada, doce e gentil. Mas a vida me dói sempre, menos nos momentos de distração&#8230; menos naquelas horinhas de descuido quando a felicidade acontece.</p>
<p style="text-align:justify;">Ontem eu ganhei um sorriso gratuito de um transeunte. E ganhei cafuné de mãe. Ganhei músicas de amigos e, de um deles, ganhei uma música que ele compôs e que, segundo ele, se parece comigo pelas minhas tristeza e doçura profundas. Chorei de emoção. E de alívio por perceber que a minha capacidade de emocionar-me continua intacta.</p>
<p style="text-align:justify;">De outro amigo escutei a frase mais linda do dia: <strong><em>&#8220;Amo a impossibilidade de me enganar com você.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Achei lindo e puro, embora lá no fundo, eu gostaria que ele estivesse equivocado. Gostaria que as pessoas pudessem se enganar comigo de quando em vez ou que, ao menos, se surpreendessem, mas a minha transparência impossibilita qualquer equívoco, pelo menos para aqueles que enxergam bem.</p>
<p style="text-align:justify;">Ganhei um beijo do velho Chiquinho Ramalho. O vô que já não fala, não anda, tampouco distribui beijos. Sentei na varanda ao lado dele, sentado sobre sua cadeira de rodas, e assisti o meu velho segurando um cigarro imaginário (costume pelos muitos anos passados sentados na porta de casa fumando e observando a vizinhança).</p>
<p style="text-align:justify;">Ele segurava o cigarro que não tinha nas mãos, levava até a boca, tragava, assoprava, jogava a guimba no chão e olhava para o horizonte. Com a outra mão, segurava a minha mão com muita, muita força. E eu perguntava: <em>&#8220;vô, no que você tá pensando?&#8221;</em>, e pedia: <em>&#8220;vô, olha pra mim!&#8221;</em>. Mas ele não olhava, não falava, não se movia, a não ser para fumar seu cigarro imaginário, e eu pensava no que ele ainda era capaz de sentir e <em>se</em> ele ainda era capaz de sentir alguma coisa. Ao final, como das outras vezes, pedi-lhe um beijo e, diferente das outras vezes, ele me deu. E o beijo calou as minhas dúvidas sobre os sentidos e os sentimentos dele. Foi a minha horinha de descuido do dia.</p>
<p style="text-align:justify;">Pela manhã, recebi essa mensagem da Helena, minha <a href="http://meninacesa.wordpress.com/" target="_blank">menina acesa</a>: <em>&#8220;Justo quando a lagarta achou que o mundo ia acabar, ela virou uma borboleta&#8221;.  </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Não vejo a hora de virar borboleta&#8221;</em>, respondi. <em>&#8220;Quanto mais tempo dentro do casulo, maiores e mais belas as asas da borboleta&#8221;</em>, me garantiu a menina acesa. Veremos&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, faço como o velho Chico com seu cigarro: vivo meus amores imaginários, trago as minhas tragédias íntimas, assopro as minhas dores e escrevo com o que me restou de alma que, eu sei, é mais do que alguns têm de alma inteira.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Roberta Simoni</em></p>
<br /> Tagged: <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/alma/'>Alma</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/amigos/'>Amigos</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/borboleta/'>Borboleta</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/chiquinho-ramanho/'>Chiquinho Ramanho</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/cigarro-imaginario/'>Cigarro Imaginário</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/guimaraes-rosa/'>Guimarães Rosa</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/lagarto/'>Lagarto</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/musica/'>Música</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/transparencia/'>Transparência</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/velho-chico/'>Velho Chico</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/janeladecima.wordpress.com/4145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/janeladecima.wordpress.com/4145/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4145&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Foto de Roberta Simoni, Chico Ramalho</media:title>
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		<title>Dois pra lá. Dois pra cá.</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2013 14:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Eu nunca mais vou amar de novo&#8221; tem o mesmo efeito que &#8220;eu nunca mais vou beber&#8221;. A gente bebe e fica de ressaca da mesma forma que ama e quebra a cara outra vez, arrependido por ter quebrado a cara e a promessa feita da última vez, sob os efeitos causados por ambas as drogas. Eu fui [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4131&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/01/vanessa-paxton-20.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4138" alt="By Vanessa Paxton" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2013/01/vanessa-paxton-20.jpg?w=354&#038;h=356" width="354" height="356" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Eu nunca mais vou amar de novo&#8221;</em> tem o mesmo efeito que <em>&#8220;eu nunca mais vou beber&#8221;</em>. A gente bebe e fica de ressaca da mesma forma que ama e quebra a cara outra vez, arrependido por ter quebrado a cara e a promessa feita da última vez, sob os efeitos causados por ambas as drogas.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu fui ao inferno e voltei. Encontrei <em>Euridice</em> de <em>Orfeu</em> no Mundo dos Mortos e não consegui trazê-la de volta à vida. Eu não consegui. Juro que tentei, mas eu não fui capaz. Nem mesmo eu voltei completamente viva de lá. Bem na verdade, eu voltei para o lado de cá enfrentando ainda todos os demônios que me seguiram até aqui. E o que eu aprendi com eles foi que o único lado bom da batalha contra a dor é perceber-se vivo, meio capenga das pernas, mas dançando conforme a música. <em>Dois pra lá. Dois pra cá.</em></p>
<p style="text-align:justify;">A gente passa cada coisa nessa vida, viu? Se contar, ninguém acredita. É por isso que ninguém conta e a gente vem pra cá desavisado e vai vivendo como pode, como consegue ou, como diria Dona Norma: <em>&#8220;</em>como Deus quer<em>&#8220;</em>. <em>Dois pra lá. Dois pra cá</em>. Empurra com a barriga daqui, chuta um balde ou outro dali, chora feito bezerro desmamado numa hora, na outra gargalha feito hiena. Num dia tá bem, no outro tá na merda total. Mas é sempre a dor que nos faz lembrar que estamos vivos, seja lá como for, mas estamos. Ainda estamos.</p>
<p style="text-align:justify;">O trem está passando e eu estou sentada no banco da estação vendo-o partir sem conseguir mover minhas pernas. Aquele ali era o meu trem e eu acabei de perdê-lo. Já é o terceiro que eu perco hoje. &#8220;No próximo embarco&#8221;, é o que eu sempre penso quando tento sair do lugar, convencendo minhas pernas desobedientes a colaborarem. Levanto finalmente e começo não a andar, mas a dançar a música que está tocando na estação central do meu cérebro. <em>Dois pra lá. Dois pra cá</em>. Pouco me importa o que vão pensar. Foi esse o jeito que, por ora, eu arrumei de caminhar.</p>
<p style="text-align:justify;">Entro no trem. Um moço aparece e me tira para dançar. Digo que não sei dançar e ele responde: <em>&#8220;É fácil, é só você me acompanhar!&#8221;</em>. Tento, mas, lá pelo décimo pisão no pé do rapaz, desisto. <em>&#8220;Desculpa. Essa dança não é para mim, de qualquer forma, obrigada por ter feito parecer que era fácil, eu quase acreditei!&#8221;</em>. Ele ruma ao próximo vagão, certamente em busca de uma dançarina mais eficiente. E eu sigo viagem no mesmo vagão, no mesmo ritmo, fazendo a mesma &#8220;dancinha da sobrevivência&#8221;. <em>Dois pra lá. Dois pra cá.</em> Sem parceiro para me conduzir, sem ter os pés e a leveza das bailarinas, sem o gingado e o rebolado das passistas das escolas de samba e sem a coordenação motora natural a qualquer ser humano. Menos eu, é claro.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, persisto. Esse é o meu maior e <em>melhor</em> defeito. Eu persisto.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Dois pra lá. Dois pra cá. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Roberta Simoni</em></p>
<br /> Tagged: <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/danca/'>Dança</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/dancando-conforme-a-musica/'>Dançando conforme a música</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/dois-pra-ca/'>Dois pra cá</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/dois-pra-la/'>Dois pra lá</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/dor/'>Dor</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/euridice/'>Euridice</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/inferno/'>Inferno</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/musica/'>Música</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/morte/'>Morte</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/orfeu/'>Orfeu</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/pernas-desobedientes/'>Pernas Desobedientes</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/trem/'>Trem</a>, <a href='http://janeladecima.wordpress.com/tag/vida/'>Vida</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/janeladecima.wordpress.com/4131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/janeladecima.wordpress.com/4131/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4131&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Encarando o caos de frente&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2012 15:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Simoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Aceitar o que nos machuca profundamente, o inexorável, o que é, ao mesmo tempo, brutal e natural, não nos torna, necessariamente, mais brutos. Só mais lúcidos. A brutalidade, você e eu aprendemos isso ao longo da vida, pode ou não vir acompanhada de boa dose de realismo.&#8221; (Fal Azevedo em &#8220;Sonhei que a neve fervia&#8221;) [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=janeladecima.wordpress.com&#038;blog=6058488&#038;post=4120&#038;subd=janeladecima&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://janeladecima.wordpress.com/2012/12/31/encarando-o-caos-de-frente/398415_2825683086150_1381206877_32792426_2031230569_n/" rel="attachment wp-att-4122"><img class="aligncenter  wp-image-4122" alt="Enxergar" src="http://janeladecima.files.wordpress.com/2012/12/398415_2825683086150_1381206877_32792426_2031230569_n.jpg?w=400&#038;h=298" width="400" height="298" /></a></p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;Aceitar o que nos machuca profundamente, o inexorável, o que é, ao mesmo tempo, brutal e natural, não nos torna, necessariamente, mais brutos. Só mais lúcidos. A brutalidade, você e eu aprendemos isso ao longo da vida, pode ou não vir acompanhada de boa dose de realismo.&#8221; (Fal Azevedo em &#8220;Sonhei que a neve fervia&#8221;)</em></p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="http://dropsdafal.blogbrasil.com/" target="_blank">Fal</a> tem razão quando diz que reconhecer que a vida é mesmo uma causa perdida, não significa, em momento nenhum, que a doçura vai deixar de existir. Eu fiz uma escolha. Escolhi olhar o caos de frente e uma escolha como essa requer muita, muita coragem, porque é sabido que vai doer, vai doer muito. E o gosto é amargo, mas existe alguma coisa doce ali. A coragem de fazer aquilo que todos os envolvidos deveriam ter feito há muito, é agridoce.</p>
<p style="text-align:justify;">Meu apartamento está parecendo um campo de refugiados. No caso, de refugiada. Uma única: eu. Há roupas espalhadas por todos os lados, malas ainda não desfeitas, garrafas de água, coca-cola e vinho vazias. A pia da cozinha transbordando, bem como o cesto de roupas sujas. A geladeira, como de costume, vazia. E eu não quero ir ao supermercado agora, nem amanhã, nem depois. Eu não quero e não vou fazer nada que eu não sinta vontade agora, talvez amanhã ou depois.</p>
<p style="text-align:justify;">Meu apartamento é, quase sempre, o reflexo do meu estado emocional, portanto, estamos oficialmente caóticos. E sem culpa, pois escolhemos encarar o caos de frente. Mas não sem dor.</p>
<p style="text-align:justify;">E todas as vezes que eu assumo, sem vergonha, que estou sentindo dor, as pessoas se assustam. Ora, nada dói em vocês? Ou dói e só eu e mais alguns poucos assumem? Esse ano eu fiz o rappel mais alto da minha vida, no local mais alto do Brasil, senti medo, avisei que estava com medo e perguntei para os outros que estavam no mesmo barco, ou melhor, na mesma corda que eu se eles também não estavam sentindo medo e ninguém se pronunciou, apesar de cara de pânico de alguns ser maior do que a minha. Me parece que é desse mesmo jeito que as pessoas reagem diante da dor.</p>
<p style="text-align:justify;">O conceito equivocado de felicidade tem me incomodado mais do que antes, tem me saltado aos olhos o tempo todo, aliás, tantas coisas me saltam aos olhos que minha vista anda cansada. Aumentar o grau das minhas lentes não foi uma atitude inteligente. Com o passar dos anos, enxergo menos e melhor. Sim, melhor. Vejo coisas que antes não via, quando minha miopia ainda não era tão acentuada. O problema é que não há óculos que corrijam minha nitidez precisa.</p>
<p style="text-align:justify;">Enxergar as coisas como elas são dá uma certa tristeza, porque as coisas, geralmente, são tristes. No fundo, e no raso também, enxergar bem é uma punição.</p>
<p style="text-align:justify;">Bem aventurados os amores cegos, as paixões desenfreadas, a esperança descabida, a fé imaculada, a ignorância abençoada e a sinceridade podada.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje é o último dia de 2012, e eu acordei lembrando do sonho que tive pouco antes de despertar: um escorpião me picava. Busquei o significado no Google e parece que sonhar com escorpiões, especialmente quando se está sendo picada por eles, é sinal de bom agouro. Tão melhor&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">O calor está insuportável e eu não quero ir a lugar algum, mas preciso. Hoje é noite de Reveillon e eu vou trabalhar fotografando as pessoas sendo &#8211; <em>ou tentando ser</em> &#8211; felizes. Hoje é noite de Reveillon e eu não vou ter ninguém para abraçar na hora da virada, vou me esconder atrás do visor da minha máquina e meu dedo vai apertar aquele botão que disparará fotos frenéticamente e ninguém vai perceber que o meu coração estará disparando no mesmo ritmo.</p>
<p style="text-align:justify;">E, contraditoriamente a tudo que eu disse antes, eu vou arrumar meu apartamento antes de sair, porque é muito bom ter para onde voltar e eu espero que o meu retorno para casa seja menos caótico &#8211; e que os escorpiões, de fato, me tragam sorte em 2013. Mas, não&#8230; não adianta, eu não vou mais ao supermercado esse ano. Ano que vem talvez. No ano que vem amanhã tudo pode acontecer.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Roberta Simoni</em></p>
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