Pra quê criar quando se pode copiar?

Eu venho protelando para tocar nesse assunto há algum tempo, mas como tem sido crescente o número de textos meus plagiados na internet, resolvi tocar na ferida que, fatalmente, é mais dolorida em mim do que em quem me copia.

Se por um lado ter meus textos plagiados indica que tem gente gostando do que eu escrevo (agradecida, sim?!), por outro lado, não é nada agradável vê-los espalhados por aí sem a minha autoria sequer mencionada ou, como na maioria das vezes, assinados por outras pessoas. É como ter a minha personalidade estuprada.

Dramática, eu? Pois então dedique horas (e até dias…) produzindo um texto, dê o seu melhor, gaste sua energia, use suas vírgulas mais pessoais, suas interrogações íntimas, suas aspas sugestivas, suas exclamações efusivas para, no final, ter as suas reticências roubadas…

Quem já experimentou, sabe. Não é gostoso.

Não raro eu recebo denúncias de leitores que encontram crônicas ou contos que escrevo em outros sites, blogs ou redes sociais, sem os devidos créditos, ao contrário do que manda a boa etiqueta, os bons costumes e a lei nº 9610 sobre direitos autorais.

Uma dessas denúncias em especial me despertou uma pequena e momentânea fúria, velha conhecida minha, antes adormecida e que agora provoca este presente e singelo desabafo…

Uma criatura sem escopo que teve a fineza de me copiar, assinar no meu lugar e tomar para ela os relatos das minhas experiências pessoais. Ok, eu sei que de certa forma, deixa de ser pessoal quando se torna público mas, me pergunto: o que leva alguém a querer contar uma história que não viveu como se tivesse vivido, com sensações que não sentiu como se tivesse sentido, descrevendo-as com a riqueza dos detalhes únicos e exclusivos que só o autor sabe? É vontade de viver a mesma coisa? É para compartilhar? Se a intenção é compartilhar, ótimo, é esse também o meu intuito ao publicar. Se eu não quisesse contar, guardava na minha gaveta ou no meu pendrive, certo?

A questão é: compartilhar é dividir, não tomar para si.

Tenho o hábito de dar nome aos bois e só não o faço quando não descubro nem mesmo a origem do pasto. Por isso, seguindo a lógica do bom senso (ou do pasto…), se provar do leite que ofereço e apreciar, ainda que não vá muito com a minha cara, faça a gentileza de citar o nome da dona das tetas. A escritora aqui, ou a vaca que fornece, agradece! 😉

E, pra essa gente sem criatividade, senhor, piedade!

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18 comentários sobre “Pra quê criar quando se pode copiar?

  1. Roberta Simoni é Roberta Simoni!

    Sabe, você disse tudo que eu queria dizer… E eu, que não sou Roberta Simoni, também sofro à beça com isso. Nada elegante essa coisa de se apropriar do verso alheio para ilustrar uma vida que é nutrida, no mínimo, pela falta de talento. E o que dizer daqueles que não copiam o todo, mas usam idéias, termos, significados, que você sabe que são seus? E ignoram a sua existência ao ponto de você precisar dizer: Ei, isso é meu e eu estou aqui para lhe lembrar! Já fiz algumas pegadinhas maléficas do tipo usar o termo em um sentido, querendo dizer outro e a pessoa caiu… Porque quem não sabe voar com as suas próprias asas não consegue se sustentar se o vento for forte, além das suas expectativas.

    Sim, Roberta “compartilhar é dividir, não tomar para si.” E não é drama. E também não acho que você está dando esse tom à sua reivindicação/desabafo. Nada disso! Eu tomo conta das minhas coisas e dentre elas está a minha essência. E você, pelo visto, também.

    Perfeito!

    Beijos

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  2. se com foto eu já fico puta da cara quando acontece – e já me aconteceu, acho que se fosse com texto eu teria um dia de fúria!
    sei q elegante é sentir pena e tal, mas nessas horas fico é com raiva mesmo. e se eu reconhecer um texto teu por ai eu xingo, viu? =)

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    • Com foto também acontece o tempo todo. No começo eu ia atrás, reclamava, brigava… depois simplesmente cansei, o que não significa que tenha passado a achar normal. Isso nunca!

      Mas óh, pode xingar os plagiadores que eu deixo, tá? Hehehehe

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  3. Putz, odeio quem faz isso.
    Acho q pena de morte é pouco pra gente assim.
    ok, radical demais né?
    mas é pq sei o q vc está passando, já sofri muito com isso e sei o quanto é horrível e como incomoda ver suas coisas espalhadas por aí.

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  4. Betinha isso mesmo bota a boca no trambone heheheh
    Seus textos são únicos e eu sempre estou aqui pra devorá-los quando tenho um tempinho, pq sei que é um blog de conteúdo e sempre tem pensamentos lindos!!

    Pode deixar que se eu ver algum texto seu por ai te aviso, não deixa quieto não, que pelo menos assinem com o seu nome né?

    Saudades de tu amiga carioca 😉
    Beijosssss!

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  5. Lamentável o procedimento dessas pessoas. È a pobreza de espírito. Gosto de escrever. Mas,ou cito a fonte(apredizagem do curso de Direito) ou não coloco. O texto pode ficar pobre. Porém, tenho o orgulho de ser minha produção.
    Abs. Ana Maria Rosa

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  6. Concordo totalmente com você!Quando gosto de um texto que não escrevi sempre digo quem foi o autor, algo que aprendi nos tempos de faculdade e para mim, muito natural. O bom mesmo Roberta é saber que você é capaz de criar, escrever, isso poucos conseguem. E quem copia é um medíocre que se reconhece tão pouco e incapaz de expressar qualquer coisa. Parabéns mais uma vez. Sou sua fan! Mesmo não te conhecendo pessoalmente sempre passo por aqui para saber o que você anda pensando e escrevendo. Mas fica tranquila, não sou dessas que copia textos. E se o fizer, coloco os créditos de quem os fez!!!

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  7. “o que leva alguém a querer contar uma história que não viveu como se tivesse vivido, com sensações que não sentiu como se tivesse sentido, descrevendo-as com a riqueza dos detalhes únicos e exclusivos que só o autor sabe?”

    Não por isso, afinal o poeta é um fingidor. Você mesma faz isso muito bem… é o princípio da boa ficção honesta.
    O que fazem está muito, mas muito abaixo dessa descrição. É roubo – furto, não, porque envolve uma violência visceral, digna de um mau caráter de romance – daqueles que jamais serão capazes de criar.
    Em termos simples e sujos, compatíveis com o baixo nível: significa não mais que gozar com o pau dos outros.
    Levar a glória pelo trabalho de terceiros serve para enganar as únicas pessoas que têm valor pra esse tipo de gente: qualquer um, menos elas.
    Ao menos temos a certeza de que eles sabem, como nós, a dimensão de suas mediocridades.

    Cansei de ver trabalho meu pelo Google, dentro e fora do país. Ocorre que publico mediante Copyright meu, mas propriedade comercial de empresas. Eles que se acertem judicialmente (e acertam mesmo, não tem lenga-lenga). Da minha parte e diante do inevitável, contento-me em saber que dessa torneira aqui ainda sai muito mais… e muito melhor. Deixe as poças sentirem-se oceanos…

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  8. QUE SACO NÉ ?

    PUXA, É SACO MESMO ISSO, NO FACE ISTO É MANIA, NÃO COLOCAM ABSOLUTAMENTE QUEM É O AUTOR DA FRASE, CITAÇÃO, TEXTO, COMO SE QUISESSEM DIZER “ISTO SAIU DE MIM, “SOU O CARA, OU ” A CARA” , POIS EU TENHO O MAIOR PRAZER EM COLOCAR O AUTOR, SEJA UMA PALAVRA SÓ E DOU A MAIOR BRONCA NOS CONTATOS MEUS QUE NÃO FAZEM ISTO. É FALTA DE ÉTICA E CARATER MESMO. E OUTRA , SE EU VER E DESCOBRIR A FRASE, PO QUE VOU FAZER AGORA, COPIAR E BUSCAR NO GOOGLE O AUTOR E DETORNAR, VOU DETONAR NO FACE PRINCIPALMENTE, Ô RAÇA PRA CITAR FRASES, POEMAS, TEXTOS INTEIROS SEM O AUTOR, NO MINIMO SE EU NÃO SOUBER COLOCO DESCONHECIDO. UFA!! AINDA BEM QUE O QUE TENHO COLOCADO AQUI EU CITO AUTOR NÉ NETA ?SALVA PELA MANIA …RSRSRS

    SINTO MUITO PELA PIRATARIA DE TEUS TEXTOS E FOTOS, VC NAO MERECE ISTO. É DIFICIL PROTEGER ALGO NA NET,HÁ FERRAMENTAS PIRATAS DE TODO JEITO.

    O QUE RESTA É DETONARMOS COM OS INCAUTOS E SEM CARÁTER QUE FORMOS ENOCNTRANDO NO MEIO DO CAMINHO…

    ABRAÇO.

    VOU COMEÇAR UM REPASSE DE “TENHA ÉTICA NO FACE, CITE OS AUTORES DE CITAÇÕES QUE NÃO SÃO SUAS E NOMEIE AS SUAS, VC MERECE. ” AGENTE ELOGIA E VER SE A RAÇA TEM CONSCIÊNCIA… OLHA, A APALVRA CONSCIÊNCIA É TÃO GRANDE QUANTO SEU SIGNIFICADO….

    “OS MALVADOS PODEM SER MUITOS, “MILHARES”,
    MAS OS BONS, UNIDOS, SEMPRE SERÃO MAIS FORTES ”

    esa tem dono ? inventei agora…então vai lá,

    marynha dantas

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