Sobre carnaval, zumbis e cinema mudo.

George Valentin interpretando por Jean Dujardin em "O Artista"

Eu pensei que não fosse querer escrever sobre o carnaval dessa vez, na verdade, eu estava resistindo, mas, como bem a Liah previu, depois de uma publicação aborrecida minha no twitter: “isso vai acabar virando um post daqueles…”

Por que eu resisti até agora? Bom, para começar eu escrevo sobre o carnaval para um site carioca, para piorar eu estou trabalhando no carnaval, fazendo a cobertura fotográfica para uma marca de grande circulação e, para terminar, tudo o que eu tenho para dizer é basicamente… ruim. Ponto.

Eu não estaria saindo às ruas se não fosse para garantir o meu ganha pão. Outro ponto. Mesmo assim, estou saindo todos os dias, fazendo o meu trabalho direitinho, como manda o figurino, sorrindo e fazendo pose de feliz… ok, feliz é exagero, mas tô bancando a resignada simpática. Uma perfeita atriz, profissão que eu pensaria em investir se mamãe não tivesse me dito – e eu não tivesse acreditado – que se eu virasse atriz, a Literatura teria muito a perder. A culpa é sempre das mães.

O problema não está no trabalho em si, que gosto de fazer, o drama está no trajeto, especialmente no percurso que faço do trabalho até à minha casa, que é curtíssimo, mas eu juro que parece mil vezes mais longo do que a trilha de vinte e tantos quilômetros que encarei em Ilha Grande, subindo e descendo morro debaixo de sol do meio-dia. É que lá na trilha não tinha gente bêbada, suada, se imprensando, me puxando… em suma: não tinha nada parecido com zumbi por lá.

Vou contar um segredo: eu tenho medo de zumbis. Não assisto filmes nem leio livros onde eles apareçam. E não adianta me dizer que eles não existem, o carnaval tá aí para provar que existem, sim!

Agora eu entendo por que tenho ficado tão apavorada quando saio à rua nesses dias. Eu olho para aquela multidão e tudo o que vejo são zumbis semi-nus e coloridos, cambaleando zonzos, anencefálicos e com um objetivo em comum: comer gente.

Nos outros anos, para fugir da realidade, eu me fantasiava de qualquer coisa e me misturava – sem me misturar tanto – no meio deles. Esse ano, não. Não dá para ficar fugindo para sempre de quem se é, ou de quem se está sendo. E eu estou sendo essa pessoa irritadiça e nada espirituosa. Hoje, um zumbi, digo… um folião passou por mim e disse: “Nossa! Você ficou linda nessa fantasia de séria!”. Isso me fez pensar em como é mais fácil e divertido enxergar máscara onde só se tem um rosto de verdade para ver.

E lá fui eu, com a minha “fantasia” de séria, no meu horário de folga, me esconder dentro de uma sala de cinema. E, quer saber? Foi o melhor momento do meu carnaval. Dentro do cinema o silêncio era absoluto, vocês nem acreditariam se eu dissesse que a sessão lotou e que, mesmo assim, eu só conseguia ouvir o som irritante dos meus dentes triturando a pipoca. Tudo bem que a única que não tinha a cabeça branca naquela sala era eu, mas e daí?

Fui assistir “O Artista”, do diretor francês Michel Hazanavicius, que foi, na verdade, uma experiência cinematográfica da qual eu já deveria ter vivido há muito tempo: assistir um filme mudo, em preto e branco, diante de uma telona de cinema, comendo pipoca e, à certa altura, embaçando a vista de emoção. E que filme, gente! Que filme! Assistam!

É um filme simples, onde os recursos estão em abrir mão dos recursos, provando que precisa-se de muito pouco para se contar uma história, contanto que a história seja boa e bom contada. Em tempos onde se faz um carnaval com tudo e tudo vira carnaval, dentro e fora das telas, esse filme é um presente incrível.

Saí do cinema desejando que o mundo aqui fora estivesse, pelo menos por mais alguns minutos, como estava lá dentro: mudo e cheio de magia e encanto…

Para quem quiser ver a crítica do filme, achei essa daqui bem boa!

Roberta Simoni

Tarde demais, baby…

Ela estava aí, do seu lado, todo o tempo, e só agora que ela foi embora você percebeu o quanto a ama e que não pode viver sem ela, aí você saiu feito um louco pela rua, pegou um táxi, mandou o motorista acelerar o máximo que pudesse, mas o trânsito estava  completamente congestionado, então você abandonou o táxi e foi correndo mesmo, entrou no aeroporto empurrando as pessoas, se desculpando, tropeçando e derrubando as bagagens que estavam pelo caminho, mas quando chegou no portão de embarque, ela já tinha entrado no avião, que decolaria nos próximos minutos. Você tentou ultrapassar o portão mesmo assim, mas, obviamente, foi barrado pelos seguranças porque estava sem o bilhete de embarque. Aí você pediu – na verdade você implorou – para que deixassem você passar, argumentou que o amor da sua vida estava dentro daquele avião e que se você não a impedisse, ela partiria para nunca mais voltar. Ficaram comovidos e, com alguma resistência, deixaram você entrar. Quando você alcançou o avião, a tripulação já havia sido avisada e estava à sua espera, a aeromoça (particularmente emocionada) comunicou aos passageiros o motivo do atraso do vôo e chamou sua amada pelo nome, que se levantou, sem entender nada, até o momento em que te viu vindo ao encontro dela. Vocês trocaram olhares apaixonados. Ela quis que você explicasse o que estava fazendo ali, e você finalmente disse, em alto e bom tom, que não conseguia imaginar sua vida sem ela e a pediu em casamento. Ouviu-se um coro de “Óhhhhhh” de comoção dentro do avião. Ela disse sim e vocês se beijaram demoradamente, enquanto os passageiros aplaudiam entusiasmados àquela cena de amor. A aeromoça suspirou, desejando viver um amor assim algum dia, e…

The End. Começaram a subir os créditos do filme, música do Roxette tocando ao fundo, as luzes do cinema se acenderam e as pessoas começaram a se levantar. Alguns casais ainda resistiam sentados, aos beijos, envolvidos pelo clima de romantismo cinematográfico, mas cedo ou tarde teriam que levantar, dar ao mãos e ir embora viver a vida real…

Eu não satirizo o amor romântico, só acho que, certas coisas, só funcionam bem nas telas do cinema, isto é, quando funcionam. Esse roteiro onde o mocinho passa o filme inteiro sem notar o amor platônico da mocinha e só no final descobre o seu amor por ela, ou da fulaninha que durante toda a estória não dá o devido valor ao fulaninho e no fim, decide ficar com ele e os dois são felizes para sempre não cola… não mais.

Pode ser que um dia eu entenda, mas acho pouco provável… se tem uma dúvida que levo comigo dessa vida é essa: por que as pessoas só dão valor depois que perdem?

Teoricamente não seria mais simples valorizar o que está ao alcance das mãos, diante dos olhos do coração? Então, por que na prática é tão diferente? É como se alguma coisa encobrisse a visão enquanto você ainda tem ao seu dispor e depois, ao perder, como num passe de mágica, você passasse a enxergar o que antes, misteriosamente, não via.

Por que só agora que eu não te quero mais? – foi a pergunta que eu fiz, anos atrás, para um ex-namorado. Não sei… – foi o que ele me respondeu com sinceridade. Pois é, nem eu sabia, e ainda não sei e, provavelmente, nunca vou saber, tampouco entender. Porque os anos passam e eu vejo as pessoas cometendo os mesmos erros tolos, de olhos vendados, perdendo de vista grandes amores, deixando escapar a magia do relacionamento construído no cotidiano a dois, para depois terem tristes estórias de amor para – não – contar. Sim, porque, me desculpem, mas, eu não tenho interesse em escutar.

E eu espero que as chances tão logo se esgotem, porque é puro desperdício de tempo e desgaste do amor que, se ainda não se esgotou, pouco sobrou para gastar. E eu não quero que ele termine com ela. Eu quero que ele entre no avião e, por conta do atraso do vôo, os passageiros estejam esbravejando contra ele, que irá encontrá-la acompanhada de um cara bem mais gato que ele – e apaixonado por ela agora! Exatamente agora, quando ela também está apaixonada por ele, e não amanhã, quando ela, cansada de amar por dois, for embora. Eu quero é ver gente se amando “tudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora”, não em tempos e mundos distintos. Quero escutar falar de estórias de amor que começam e terminam juntas, embora, fatalmente, tantos acabem separados antes do fim. Mesmo assim, o que eu quero é ver recíprocos começos, meios e fins de amor mútuo, independente do desfecho, um “durante feliz”, porque “final feliz” só não me apetece, nem me convence… não mais.

E você, meu bem, trate de se engraçar com a aeromoça que se derreteu toda com seu romantismo descartável e seu amor tardio, porque dessa vez (confesso que sinto um prazer cretino em dizer isso) você até alcançou o avião, mas chegou tarde demais, baby

Na foto do post, a escandinava Greta Garbo, que rompeu a pantomima coreográfica dos primeiros beijos cinematográficos com John Gilbert em A Carne e o Diabo, na da década de 1920. E no vídeo, Deborah Kerr, ao lado de Burt Lancaster, protagonizado o mais exuberante dos beijos cinematográficos de todos os tempos em A Um Passo da Eternidade. Porque suspiros e um pouco de romance de cinema não fazem mal a ninguém… 😉

Roberta Simoni

Thelma que sou.

Sabe, Thelma? Você é quem estava certa, sempre esteve com a razão, o tempo todo! Hoje acordei lembrando de você e da Louise. A primeira imagem que me veio à mente ao abrir os olhos  foi a de vocês duas, naquele Thunderbird azul, diante do abismo. Você olhou para a Louise e falou: “vamos em frente!”, ela afundou o pé no acelerador, e vocês (se) foram. Mergulharam de mãos dadas no desconhecido, sorrindo.

Quando eu te vi fazendo isso, custei a acreditar, e mais ainda: eu não quis aceitar. Logo você, Thelma…? Tudo bem que você seria indiciada pela morte daquele cretino que tentou te estuprar, tudo bem que você estava foragida, tudo bem que tivesse roubado, incendiado o caminhão daquele tarado de beira de estrada e até apontado uma arma na cabeça de um tira. Bom, ainda assim, você dormiu com o Brad Pitt, e estava com crédito. Quem dorme com o Brad, minha amiga, pode quase tudo nessa vida. Mas, se jogar no precipício, Thelminha? Aí, não! Você podia ter convencido a Louise a se entregarem à polícia. Talvez a pena fosse mais branda, um bom advogado ajudaria, ou aquele policial bonzinho que sabia que vocês não eram criminosas. Talvez…

… talvez tenha sido exatamente dessa forma que eu pensei quando eu te vi de mãos dadas com a Louise, rumo ao abismo. Fechei os olhos, e tampei a boca, incrédula, de coração apertado. É que eu estava achando aquela aventura de vocês tão deliciosa, e depois de ver você se transformando naquela mulher corajosa e atrevida, absolutamente diferente da esposa obediente, medrosa e boba que eu conheci, eu me apeguei a você, sabe? Torci, vibrei junto, peguei carona naquele possante maravilhoso da Louise e senti o gostinho bom do vento despenteando nossos cabelos. Foi isso, me apeguei muito. E chorei.

Mas agora eu sei, eu entendi !!! Não fiquei triste com você, Thelma, de verdade! Aquilo tudo era só apego, e um pouco de egoísmo, entende? Mas eu superei, cresci, aprendi algumas coisas sobre os riscos e os abismos da vida, e descobri que continuava te admirando, mesmo depois de todos esses anos. Hoje em dia é até engraçado, eu falo de você com tanto orgulho. Isso mesmo, orgulho! Essa é a palavra. É o que eu sinto hoje ao pensar em você.

Tudo é tão subjetivo, afinal, não é mesmo? Por que a morte não seria? Quem disse que morrer foi um final triste para você e a Louise? Quem disse que era o fim? Aposto que foi só o começo! Além do mais, vocês já não cabiam nesse mundo, eles nunca compreenderiam vocês mesmo, e isso tudo aqui ficou limitadinho demais para tamanha ousadia. Deve haver um outro mundo bem mais preparado para receber vocês duas, ahhhh deve! Só não sei o que te deu que até hoje você não voltou pra me contar o que aconteceu depois daquele salto no precipício, mas, eu duvido que aquele buraco profundo era o inferno de vocês. Era, sim, o nirvana!

Ahhhhh, minha cara, se todo mundo ousasse ser um pouquinho “Thelma”, de vez em quando, o mundo seria um lugar tão mais simpático, leve, divertido…

E hoje eu acordei bem assim, me sacudindo, me encarando no espelho e dizendo: “Anda, Thelma, aparece! Eu sei que você está escondida aí, deixa de ser besta!”.

Você aceitou a provocação, e veio. É tão bom te ver de novo, Thelma… quando tempo fazia?

Vem! Me dá sua mão, vamos pular juntas. Me deixa mergulhar contigo no desconhecido? Vamos nadar num mar de águas turvas, dirigir naquela estrada sinuosa que ninguém sabe onde termina, vamos nos atirar de braços abertos com as nossas asas invisíveis na vida, vamos rir da cara dos temidos, vamos zombar das regras, vamos ultrapassar o limite imaginário do certo e do errado. A gente sabe, sempre soube, que nada disso existe…

Só o que existe agora somos você, Louise e eu, experimentando vida.

Roberta Simoni

“Favelado Milionário”

JamalEu comentei há alguns posts que ando numa fase devoradora voraz de filmes e livros, e, a fim de compartilhar alguns dos meus livros favoritos, criei até uma sessão aqui no blog dedicada a eles (Beta Indica…), que ainda está “em construção”, mas já dá para tirar proveito de alguma coisa por lá…

No entanto, pouco falei até agora dos filmes que tenho assistido, e não são poucos, tanto que a moça que vende os ingressos no cinema mais próximo já está virando minha amiga da infância, a moça da padaria aqui da esquina também, e ainda tem a senhorinha do restaurante da rua aqui de trás. Só não rolou ainda muita afinidade com as recepcionistas da academia, nem com os professores, nem imagino o motivo, mas…

Bom, pensando bem, acho que não tenho comentado nem indicado nenhum filme aqui porque tudo que eu tenho visto me parece tão igual, tão pouco inovador e inspirador, que sempre saio do cinema pensando: “é… mais uma comédia romântica legalzinha; mais um filme de ação parecido com todos os outros; mais um filminho água-com-açúcar…”. Talvez eu esteja escolhendo os filmes errados para assistir, ou talvez o mercado cinematográfico esteja mesmo saturado, ou as duas coisas. Mas, em meio a tanto “lugar comum”, somos brindados com o filme Quem quer ser um milionário? , que finalmente conseguiu saciar a minha fome de filme bom…

O título do filme não me chamou muita atenção, na verdade, não chamou nenhuma. “Quem quer ser um milionário?”, na verdade, foi a tradução do título para português, que se fosse traduzido ao pé da letra seria “Favelado Milionário”, mas aí, já sabe, né? Entraria Diretos Humanos na jogada, e o filme, provavelmente, não bateria recordes de bilheteria…

Resumindo muito, trata-se da história de um jovem indiano muçulmano chamado Jamal, que participa de um programa de perguntas e respostas com 10 milhões de rúpias em jogo (similar ao nosso antigo “Show do Milhão“). Cada pergunta  remete o jovem ao seu passado de lembranças dolorosas, retratadas de maneira chocante, surpreendente e doce, com imagens que contrastam  lama, sujeira, lixo, e beleza, sinceridade, obstinação. Preciso dizer que fiquei a-pai-xo-na-da pela fotografia do filme?

Como a Índia está na moda, confesso que fiquei com o pé atrás com o filme, mas, felizmente, a Índia da moda é absurdamente diferente da que é mostrada no filme… não é a Índia dos rajás da novela global, não… é a Índia de verdade.

Então, amigos leitores, colegas curiosos e fuxiqueiros plantonistas, fica aqui a minha dica de um filme capaz de criar um paralelo com a realidade do nosso país, guardadas as devidas proporções – culturais, principalmente – é claro. Sem dúvidas, o melhor que vi esse ano, repleto de cenas ricas de poesia e aprendizado, que dificilmente sairão da minha memória. E, preparem-se, pois vai doer. Mas, não se preocupem: é aquele tipo de dor que faz a gente aumentar de tamanho – humanamente falando.

Para ver o trailer do filme, clique aqui.

Roberta Simoni

Ela não se importa…

Acabei de assistir a dois filmes, o primeiro aluguei em DVD – Mais do que Você Imagina, e o segundo estava passando no Telecine, e acabei assistindo por acaso – Ligeiramente Grávidos.

O que posso dizer sobre o primeiro? Não vou dizer que joguei dinheiro fora pela locação, muito menos que gostei. Em suma: não mudou minha vida. Apesar de ter no elenco estrelas como Antonio Banderas e Meg Ryan, não escapa de ser totalmente “água com açúcar”.

Quanto ao segundo, confesso que me surpreendi positivamente. Já havia visto várias chamadas dele na tevê, mas sempre olhei meio torto, com a impressão de se tratar de mais um daqueles projetos de comédia romântica que não passam de uma piada sobre o amor. Ligeiramente Grávidos é um filme leve e tem tudo para parecer improvável, mas consegue te convencer do contrário, além de transmitir as mensagens de forma sutil, o que, na minha opinião, torna o contexto mais interessante.

A cena que me chamou a atenção em especial foi um diálogo entre pai e filho, onde o filho, que acaba de descobrir que será pai, se queixa de não ter planejado ter um filho e que sempre imaginou a sua vida de outra forma, e é interrompido pelo pai, que – sabiamente – diz: “a vida não tá nem aí para o que você imaginou, ela realmente não se importa…”

Percebi que é um raciocínio quase lógico e matemático. Quantas vezes as coisas acontecem do jeito que queremos? Quantos dos planos que fazemos se realizam? E quando se realizam, saem exatamente da forma que imaginamos, onde imaginamos, com quem imaginamos? Raramente, não é?

Não somos nós que ditamos as regras do jogo, e temos noção disso. Mas, ainda assim, planejamos e criamos metas durante toda a vida, até porque viver sem um plano é como viver sem nenhum objetivo, e sem objetivos, tudo perde o sentido, começando pelo momento em que acordamos.

Mas, espera aí, qual o sentido de planejar se quase nada sai do jeito que queremos ou esperamos?

Acho que a vida por si só tem o papel de nos ensinar a sonhar, desde muito cedo. E esses sonhos se transformam em planejamentos, e é aí que entra a nossa ingênua idéia (ops, ideia… sorry!) de estabelecer metas e datas, e vamos ainda mais além: criamos cenários e personagens imaginários em cima da realização desses sonhos, quando a única coisa que temos o poder de fazer é seguir em frente tendo nossos objetivos em mente, sem fertilizar muito a nossa imaginação para não gerar muitas frustrações durante o percurso.

Talvez o segredo esteja em acreditarmos que seguindo na direção que escolhemos, a vida nos reserva boas surpresas pelo caminho, mesmo que, de cara, elas não pareçam ser tão boas assim.

E se o nosso objetivo inicial nunca chegar a ser alcançado é graças à essas surpresas, que sem planejamento algum, mudam completamente a nossa direção, rumo a novos objetivos, que, na verdade, escondem o verdadeiro sentido por trás de tudo.

Roberta Simoni