Lançamento “História Íntima da Leitura” no Rio

Depois do lançamento do nosso livrinho em São Paulo, chegou a vez do Rio de Janeiro!

Montagem Lançamento SP

Para quem ainda não conhece o projeto, eu conto tudo aqui. E lá no site da editora Vagamundo você também encontra todas as informações sobre o livro e o documentário, ainda conhece o perfil de cada autor envolvido no projeto. E é por lá também que as vendas dos livros são feitas (sem custo de frete, vale ressaltar!)

O lançamento aqui no Rio acontecerá no próximo sábado, dia 08 de dezembro, das 13h às 17h no Parque das Ruínas, um lugar lindo, com aquela vista privilegiada para a Cidade Maravilhosa que só Santa Tereza tem.

Espero vocês lá! 😉

Lançamento Rio

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Me declaro culpada – ou escritora.

Não tem coisa pior do que acordar chateado. Não falo de mau humor, mas de chateação mesmo. Dormir ainda vá lá. Rivotril e similares estão aí pra isso. Eu nunca tomei, e não é que eu faça campanha contra as drogas, é só medo de gostar e nunca mais conseguir dormir sozinha de novo. E atualmente eu tenho gostado de não ter com quem dividir a minha cama. Não me chamem de espaçosa. Ou chamem. Eu sou mesmo.

Sentir-se aborrecido logo que se abre os olhos pela manhã é tão ruim ou pior do que acordar de ressaca, porque na maioria das vezes é irremediável, não dá pra fechar os olhos e simplesmente voltar a dormir.

Dali pra frente duas coisas podem acontecer: ou você melhora, ou a coisa desanda de vez, e não te sobram muitas alternativas além de se lançar nas horas seguintes e ver no que vai dar. Afinal, você tem contas a pagar e o trabalho não costuma te dar o luxo de fugir, tampouco de se esconder, mesmo que seja debaixo do seu cobertor, o lugar mais óbvio – e delicioso – do mundo!

Não é como se eu estivesse contrariada com o mundo, o que, eu sei, acontece invariavelmente. Eu andei foi de mal comigo. E não sei se me sinto totalmente preparada para escrever essa afirmação no passado, mas vou arriscar. Sim, eu estava de mal comigo, mas estou melhor – frase afirmativa no presente.

A causa? Eu poderia citar alguns motivos bem razoáveis, mas vou direto ao ponto mais crítico: a verdade e é que eu andei tentando me convencer de que eu não sei escrever ou não sou capaz de fazer isso direito. Logo isso. Isso que eu amo fazer. Isso que eu nasci pra fazer. Isso! O próximo passo depois disso, é claro, foi entrar em crise existencial.

A má notícia é que não foi a primeira e possivelmente não será a última. Quem escreve sabe do que estou falando. A boa notícia é que passou. Eu sobrevivi a mim.

Não! Você não vai me ver dando pulos de alegria por isso, nem rindo feito uma hiena por aí, o que é bom pra você, afinal. Quem ri de tudo é desespero, como já dizia o Frejat (ou não foi ele? enfim…). Eu só constatei o óbvio: ninguém escolhe ser escritor, você nasce assim e pronto. Pode até escolher fazer uso desse dom ou não, mas é que chega num ponto em que ou você pula do barco e vai tentar fazer qualquer outra coisa da vida ou você se aceita assim.

“Se aceitar assim” soa como defeito, eu também acho… Mas é quase isso. Se assumir escritor é aceitar que você vai sempre andar nas ruas olhando para as pessoas e encontrando semelhança entre elas e os personagens que você cria, como se eles de fato existissem fora do papel. É assumir que você vai sonhar com eles e vai se sentir perseguido. E que você vai se achar um merda toda vez que passar um dia inteiro sem escrever nada. E que vai querer transformar tudo em história, ou vai ver história em tudo, onde ninguém mais vê. Em suma: é assumir-se maluco.

E aí, depois de finalizar um conto que enviei pro concurso “Eu amo escrever” que só tomei conhecimento nos últimos dias, já no finalzinho do prazo para a entrega dos textos (que vai até o dia 26 de agosto, para quem quiser se arriscar como eu, ainda dá tempo…), acabei me deparando com o vídeo do escritor João Paulo Cuenca e me senti compreendida, mais do que isso, foi como receber um afago.

Então, escrevamos! Felizmente, não há outra opção.

Roberta Simoni

Sobre a Blogosfera

Pensando no texto anterior, inspirada em relatos e conversas com amigos blogueiros, tive que concordar com um deles quando disse que talvez seja melhor escrever anonimamente. Já pensei nisso também. Para falar a verdade, eu até tentei, anos atrás. Sem sucesso… um, dois, três textos e eu abandonei o blog. A gente pensa que escrevendo sem assinar, fica mais à vontade para falar, pode até ser, mas acho que anonimamente ou não, sempre vai ter um público para criar uma imagem sobre nós. Não tenho absolutamente nada contra blogueiros anônimos, pelo contrário, sou frequentadora assídua – e super fã – de vários blogs desse gênero. E acho sinceramente que essa seja a melhor solução para sobreviver à exposição na blogosfera.

Para quem opta por ter sua identidade declarada, o jeito é botar a cara no mundo, e estar preparado para, de vez em quando, levar uns “tapinhas” daqueles que visitam a sua página exclusivamente com esse intuito, afinal, o seu blog é um prato cheio para aqueles que não se simpatizam muito com a sua pessoa, esteja você falando que adora a Gretchen ou que odeia o Obama, não importa, o foco é você. Mas isso não é regra, é exceção. A maioria entra na sua página de fininho, dá aquela espiadinha básica e já se dá por satisfeito por saber notícias suas, e esse ato pode ser tão inofensivo quanto nocivo.

E desde que você não use a sua página como um diário-público-pessoal (hã? confuso isso, heim?), relatando com detalhes do que você faz no banheiro todos os dias ou o que fez na cama com a sua namorada na noite passada (se bem que isso pode ser até excitante, mas, para isso, existem milhares de blogs eróticos – e dos bons – por aí.) você não precisa se privar de ser você mesmo e de falar do que sente vontade, afinal, o blog é seu, e entra nele quem quer e porque quer.

Por isso, blogueiros queridos, aqui pode tudo, menos ficarmos desconfortáveis em nossos próprios blogs. É o mesmo que morar sozinho e não se sentir à vontade de andar pelado em casa. Apesar da blogosfera, às vezes, demonstrar ser um lugar hostil, a maior parte do tempo é um mundo fantástico, do qual eu adoro fazer parte e que me permite estar em contato com mentes brilhantes. Tá certo que tem muita porcaria por aí, mas tem muuuuito conteúdo bom também.

E falando em blog, essa semana eu tive várias surpresas agradáveis que me fizeram ficar sorrindo de orelha a orelha. A primeira aconteceu enquanto eu me deliciava com o texto A Idade da Palavra ou a Palavra da Idade, no Blog Borboletário, e encontrei no fim do texto uma indicação para a minha Janelinha… que honra!

E, com o texto que escrevi anteriormente, sobre despir-se, acabei despertando a vontade do amigo blogueiro Cristiano, do Blog Café com os Amigos, a despir-se em palavras também. Ainda tive a felicidade de ganhar o Prêmio Lemniscata, do Blog Espanta Espíritos, da querida Cristina, o que me deixou muito contente, especialmente por se tratar de um blog tão encantador.

Prêmio Lemniscata

Este selo foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos leitores.

1 – O premiado deverá expor o selo no seu blog e atribuí-lo a 7 outros blogs que considere merecedores. E os meus escolhidos são:
Sobre as Coisas – por ser um blog simples, porém rico, que aborda temas cotidianos que nos fazem parar para pensar na vida, ainda que a sua autora desconheça esse feito.
Caneta Digital – por se tratar de uma blogueira novata que se revelou uma escritora sensível e talentosíssima.
Eu e Meu Ego Grande – adoro essencialmente tudo o que o Léo escreve. É de uma espontaneidade sem igual. Ele e o seu ego grande são escritores natos.
Incompletudes – por ser de uma liberdade inspiradora. A K. se reinventa constantemente e nos permite acompanhar todas as suas transformações e sensações, e nos deliciarmos com elas.
Ordem no Caos – andei colocando placas de “procura-se” por toda a blogosfera atrás do autor deste blog que, apesar de sumido, quando resolve escrever não faz nada menos do que arrasar, de maneira construtiva e inteligente.
Senhorita Rosa – irreverentes e divertidos, os dilemas da Senhorita Rosa garantem uma leitura pra lá de animada, considerando o seu jeito único e fantástico de se expressar.
Drops da Fal – é um dorps para ser provado em fragmentos, e todos os seus fragmentos são deliciosos, também pudera, a dona do Drops é uma das melhores escritoras da atualidade, na minha opinião.
2 – O premiado deverá responder à seguinte pergunta: O que significa para si ser um Homo Sapiens?
Resposta: Bom, na íntegra, Homo Sapiens é homem sábio. Mas eu tenho duvidado, tenho duvidado muuuuuuito.
Roberta Simoni