Reforma Ortográfica, pra que te quero?

Logo agora que voltei a me entender com as palavras (bom, pelo menos é o que venho tentando…), elas simplesmente são modificadas, por algum motivo que, sinceramente, ainda nem tentei entender.

Portanto, me desculpo desde já pelos erros que cometerei involuntariamente, e também por aqueles que cometerei por pura resistência, ou rebeldia. Ora, como se a nossa língua não fosse complexa o suficiente para termos que reaprender tantas regras que, um dia, tivemos  tanta dificuldade de assimilar.

Não vai ser nada estimulante falar sobre bem-querer usando a palavra benquerer, desse jeito não há inspiração que resista. Mas, chato mesmo vai ser reclamar do trânsito de São Paulo que sempre pára, digo, para, ou da feiúra do Rio Tietê, quero dizer, feiura

Bem-feito pra mim, né? Quem mandou eu sair do paraíso de onde eu nasci? Benfeito, benfeito, benfeito… (argh…)

Não duvido nada que as grandes idéias perderão a sua expressão sendo ditas dessa forma: “Tive uma grande ideia!”. E até os atos heróicos serão feitos desprezados quanto contados que “fulano de tal fez um ato heroico!”.

Em conseqüência, ou melhor, consequência, é capaz de tornarem o inglês a nossa língua prioritária, porque usar o português corretamente será tarefa só para gênios.

Roberta Simoni